O que fomenta o empreendedorismo no varejo?

Setor tem relativas baixas barreiras de entrada e pode ser uma opção para empresário que tiver boas ideias, tempo e dedicação

O varejo é um dos poucos segmentos de negócios que permite ao empreendedor começar do zero. Mesmo sem muita experiência prévia ou uma quantidade exorbitante de recursos, o empresário pode abrir uma micro empresa e colocar de pé um negócio, tanto no mundo físico quanto no mundo digital. Para o sócio da Varese Consultoria, Alberto Serrentino, as boas ideias e o espírito empreendedor são fatores fundamentais nesse ramo. ?Sempre haverá espaço para nicho e segmentação, mesmo com uma pequena quantidade de recursos?, comenta.

Outras formas de empreendedorismo são os capitais de risco, que segundo o consultor estão ficando cada vez mais recorrentes no Brasil, para financiar principalmente iniciativas que envolvam inovação. ?Neste plano, se destacam duas formas: os investidores anjo ? pessoa física que financia diversas iniciativas e algumas decolam e o venture capital ? empresas de estagio embrionário onde o valor do negocio é baixo, que se configura como uma aposta em uma ideia inovadora?, explica.

Para Serrentino, a forma com que é construído o modelo de negócio é essencial para o aumento das margens de lucro. Qualquer empresa tem que ter clareza de como se estruturará para gerar resultados e sua imagem de negócios. O maior desafio para um pequeno empreendedor que começa agora no varejo é definir claramente quem é o cliente que ele quer atingir. E para fidelizar esse cliente, será necessário gerar valor relevante para seu negócio. Já o montante que será gasto em marketing e propaganda dependerá do posicionamento de cada empresa, mas deverá variar entre 1% e 3% do faturamento.

Lucro e taxas de juros

O tempo necessário para o caixa de cada empresa tornar-se positivo dependerá do plano de negócios. ?No e-commerce, por exemplo, há empresas que planejam consumir caixa e não gerar lucro. O ponto-chave não é o prazo e sim qual é o plano. Às vezes, para crescer mais rápido, um empreendedor precisará sacrificar seu caixa?, aponta. Nesse caso, o empresário terá que contar com um ?fôlego financeiro?.

As taxa de juros têm dois efeitos perversos para o varejo: encarecer os recursos tanto de capital de giro quanto de investimento e tornar o crédito menos acessível para o cliente. ?O crédito para o cliente é o oxigênio para o varejo. Por isso mesmo, a empresa tem que ser criativa e conseguir contornar essa dificuldade?, destaca. Segundo Alberto Serrentino, a inflação é nociva para ambas as partes porque reduz a renda discricionária da população ? que é aquele dinheiro que sobra ao consumidor depois de ele já ter arcado com suas despesas básicas ? alimentação, moradia e roupas. Se enquadram nesse tipo de renda os gastos em shoppings, férias, itens supérfluos, restaurantes em datas especiais, etc.

O empreendedorismo no varejo será abordado no BR Week, o maior evento de varejo da América Latina, que acontece nos dias 28 a 30 de julho em São Paulo. O tema principal do evento é a Competitividade no Varejo. Tecnologia, multicanal, rentabilidade, logística, inovações e o resultado de pesquisas realizadas com os consumidores serão alguns dos destaques. Inscrições podem ser feitas no site http://www.brweek.com.br/

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