Empresa dos EUA ?alista? funcionárias de 12 anos

Há quatro meses, empresa tirou seus cosméticos das prateleiras e agora investe na venda direta com as ?willagirls?, que recebem 25% das vendas

Garotas dos últimos anos do ensino fundamental são as mais novas funcionárias da empresa de venda direta Willa, dos Estados Unidos. Segundo o Wall Street Journal, um panfleto distribuído nas festas organizadas pelas meninas promete uma renda de até US$ 3,5 mil com a venda de cosméticos. 

Além dos 25% de comissão, as anfitriãs das reuniões ? que obedecem o molde das reuniões da Tupperware ? ainda recebem 15% das vendas efetivadas durante os eventos nas casas e escolas, organizados especificamente para a comercialização dos cosméticos. A Willa deu uma reviravolta em sua logística em fevereiro desse ano, quando retirou toda sua linha de produtos das mais de 300 lojas nos Estados Unidos. Agora o foco é alistar as meninas para trabalhar com venda direta. Os convites para as festas são feitos via SMS no celular, bem ao estilo das millenials.

De acordo com o Wall Street Journal, a indústria de vendas diretas gera US$ 32,67 bilhões por ano nos Estados Unidos. O modelo de recrutar funcionárias para a venda direta que, por sua vez, teriam a missão de recrutar novas vendedoras para a empresa, é chamado de ?marketing multinível?. Críticos do modelo o comparam com o esquema de pirâmide, que faria a maior fatia dos vendedores perderem dinheiro por conta da demanda artificial de produtos que é criada.

Leia mais:

Flexibilidade dos millennials é o grande desafio 

Aplicativo agita setor de venda direta

Chegue ao topo com a franquia correta




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS