A gênese da gamificação: que os jogos comecem

Há quem diga que o ser humano é muito mais do que comer, beber, talvez rezar ou amar. Alguns estudos antropológicos mais vigorosos defendem a ideia de que também somos seres inclinados ao jogo no sentido amplo da palavra, independentemente do tamanho, modalidade ou exemplar da jogatina em questão.

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* Imagem | Fernanda Pelinzon

Afinal, você já deve ter ouvido falar na expressão ?jogo de intriga? no ambiente de trabalho ou na política. Talvez eles não sejam os mais ortodoxos exemplos, mas o que não falta é jogo na história da humanidade e que possui mais exemplos que a quantidade de fases do interminável Candy Crush ? um desses famosos games para celulares.

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Há de tudo um pouco. Tem jogo de tabuleiro, virtual, cassino, futebol e outros tantos lúdicos. Com o perdão do trocadilho, existem ainda os jogos vorazes e também os mortais. Até objetos nada lúdicos ganharam esse nome, caso do jogo de chá.

No entanto, antes das voltas de uma roleta ou dos dados rolarem em alguma mesa de aposta, o mundo jogou por outros motivos e em um período que muitos entendem ser a pré-história lúdica. Algumas dessas histórias estão no site Jogos Antigos.

O site conta o primeiro jogo sob a ótica dos adeptos da darwiniana Teoria da Evolução. Segundo eles, o primeiro foi o chamado Jogo da Evolução e era praticado pelo homem de Neandertal. A regra era simples: com um grande pedaço de osso animal, o nosso antepassado ganhava pontos ao destroçar a cabeça do adversário. Teria sido essa a inspiração do chinês Sun Tzu em seu livro a Arte da Guerra?

Já entre os cristãos, o primeiro jogador não poderia ser outro senão Adão ? sim, ele, o primeiro homem. Diz a história que ele, entediado no Paraíso, decidiu juntar e separar pedrinhas de diferentes cores. Surgia aí um jogo. Os objetos seriam usados na observação e contagem de pássaros e suas diferentes cores. Ou seja, para cada pássaro uma pedra específica. Quando um montinho se esgotava, ele reiniciava o processo.

Um dia, Adão teria se cansado do jogo sozinho e desafiou a famosa Eva. Mais que prontamente a primeira mulher de todos os seres humanos aceitou o desafio e até foi homenageada por Adão. Ao jogo, contudo, foi acrescida uma nova regra: eles deveriam ficar de costas e anotar os diferentes pássaros. O vencedor seria aquele a terminar primeiro com as suas próprias pedras.

Infelizmente, a história não diz quem ganhou a épica partida. A única certeza é que Eva foi a primeira a ficar aborrecida com o tal jogo…

As duas histórias, como é possível notar, não contém qualquer embasamento histórico. Na verdade, está mais para uma alucinação de uma mente desvairada. Por outro lado, existem jogos com mais de 6 mil anos de vida e que estão longe de serem meras histórias da carochinha.

No capítulo de amanhã, vamos aos fatos. A ideia é falar dos jogos devidamente comprovados pela história.

Acompanhe a série especial e seus desdobramentos no Facebook, Twitter e Instagram sob a hashtag #Gamification

 

 






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