Qualificação para o visual merchandising

Abiesv encampa esta luta e quer unir varejistas e poder público para criar curso superior do setor

O 11° Backstage do varejo, realizado nesta quarta (21) pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (Abiesv), discutiu as mais novas tendências do visual merchandising (VM) e clamou por programas de qualificação para o setor.

O presidente da Abiesv, Julio Takano, disse que o foco agora é em formação profissional e qualificação para os profissionais do VM. O primeiro passo já foi dado, com os constantes eventos ? seis no ano ? debatendo a necessidade de se pensar visualmente o varejo, trazendo grandes players para o debate e fortalecendo a curadoria de VM aos varejistas.

?O que percebemos é que tudo sobre VM aprende-se na prática, sem método unificado. Os maiores varejistas do mundo já entenderam a essencialidade de integrar arquitetura, design imobiliário e iluminação para melhorar a experiência de compra a conversão de vendas?, fala Takano.

A ideia da Abiesv é continuar promovendo eventos para debater e, principalmente, levantar a bandeira da qualificação. ?Queremos unir a iniciativa privada e pedir o apoio do poder público para criar cursos de nível médio e superior para o visual merchandising. Outra prioridade é organizar um fórum nacional sobre o tema?, complementa.

Existem apenas duas escolas superiores de VM no mundo, uma na Alemanha e outra na Suíça, a Ecole Supérieure de Visual Merchandising, em Vevey, onde leciona a também palestrante do evento, Sylvia Demetresco. ?Lá o curso é oferecido em período integral e tem duração de dois anos. O aluno sai formado em visual merchandising e encontra emprego imediatamente na Europa com salário de cerca de ? 5 mil?, explica.

No Brasil, instituições de ensino como Anhembi, IED, Escola São Paulo e Senac-SP e oferecem alguns cursos livres relacionados ao tema, mas a grade curricular não é unificada.

Por que o VM é tão importante

Nada no varejo acontece por mágica. Uma eventual queda no volume de vendas pode e deve ser pensada do ponto de vista do visual merchandising. De acordo com o presidente da Abiesv, se a taxa de conversão diminuir 17%, a loja deve ser reformada imediatamente.

E isso não pode ser feito a esmo. Julio Takano defende que um visual merchandising eficiente deve se basear em pesquisas qualitativa e quantitativa, considerando os aspectos emocionais que a marca provoca no cliente e os atributos racionais. ?Os resultados vão identificar melhor o perfil do cliente, a posição das marcas, as oportunidades e ameaças, a imagem e identidade da marca, os hábitos de compra e fidelização, e o grau de satisfação?, desdobra.


11° Backstage do Varejo reuniu empreendedores nesta quarta (20)


A intenção principal do visual merchandising é atingir o consumidor e proporcionar a melhor experiência de compra possível. Nos dias 9 e 10 de setembro, acontece o Conarec, maior congresso sobre relacionamento com clientes e relações de consumo do mundo, que neste ano aborda o tema ?As novas dimensões da experiência do cliente?. O evento reunirá milhares de profissionais e lideranças das mais importantes empresas do país para debater conceitos e ideias inovadoras relacionados ao tema.

Acompanhe o Conarec nas redes sociais:

Leia mais:

Visual merchandising para agregar valor

Os novos desafios do visual merchandising

Customização de paredes é opção para varejistas

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS