100 milhões de pessoas já compraram garantia estendida

No Brasil, 13 mil pontos de venda comercializam o seguro  

A arrecadação com garantia estendida poderá alcançar R$ 32,8 milhões até o final do ano, segundo o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marco Antonio Rossi, que falou na manhã desta quinta (4) na capital paulista em um seminário para divulgar as principais novidades relativas à venda de seguros no varejo.

No Brasil hoje existem 13 mil pontos de venda que comercializam a garantia estendida, que já tem 100 milhões de certificados ativos.

A garantia estendida é uma forma de seguro que foi regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que amplia a garantia além do vencimento estipulado pelo fabricante e vem sendo cada vez mais utilizada pelos consumidores.

As resoluções 296 e 297 publicadas no ano passado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) permitem que as redes varejistas sejam enquadradas como representantes de seguros, uma pessoa jurídica que assume a obrigação de promover a venda de seguros.

?É comum um eletrodoméstico apresentar problema um mês depois de vencida a garantia da empresa. Por isso a garantia estendida é tão importante. Para não termos que nos deparar novamente com o conflito: consertamos ou compramos outro??, comenta Rossi.

O presidente da CNseg comenta que 90% das vendas do seguro prestamista (que quita uma eventual dívida do segurado em casos de morte, invalidez ou desemprego) provêm do varejo. Rossi apresentou os números atualizados do setor. O seguro de automóvel arrecadou R$ 14,9 bilhões no primeiro semestre, 7,4% a mais do que no mesmo período de 2013.

Já o seguro DPVAT alcançou R$ 5,4 bilhões, 11,7% superior ao mesmo semestre do ano passado. Nas mesmas comparações, os seguros massificados movimentaram R$ 65,5 bilhões (+1,7%), o seguro de garantia estendida, R$ 1,6 bilhões (+12,1%), o seguro viagem, R$ 63 milhões (+33,1%).

Interessante apontar que o valor devolvido em indenizações tem sido bastante inferior ao arrecadado. No caso dos seguros de automóveis, por exemplo, foram pagos R$ 2,5 bilhões em indenizações integrais, perto de 14% do arrecadado.

Imagem: Shutterstock

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