Lojas de rua ganham preferência das franquias

Estudo mostra que para 53% dos franqueadores, a loja de maior faturamento não está em shoppings

Um estudo realizado pela Deloitte em parceria com a Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostra que as lojas de rua trazem mais receita e geram mais resultados que as lojas de shopping. Segundo o levantamento “Negócios em rede – Visões, expectativas e práticas dos franqueadores”, 53% das redes têm uma loja de rua como a unidade de maior volume de vendas.

Os shoppings, por sua vez, concentram 29% das unidades que mais faturam. Os demais 18% estão em outros locais, como universidades, galerias comerciais, academias e aeroportos.

Quando o assunto é a rentabilidade, 63% dos franqueados apontam suas loajs de rua como as mais lucrativas, contra apenas 23% dos shopping centers. “A mensagem é clara: os custos operacionais estão muito altos e, por mais que os shoppings sejam atrativos, práticos, convenientes e seguros, muitas vezes não cabem na equação do varejo”, afirma Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para o segmento de Bens de Consumo e Varejo.

Em um cenário de mercado em que o ritmo de abertura de shopping centers diminuiu depois de uma forte expansão nos últimos anos, e no qual os shoppings mais antigos tiveram que se adequar às novas demandas dos consumidores (por centros de compras ao ar livre, por exemplo, ou com novos modelos de operações), os custos subiram sem que o panorama econômico permitisse um crescimento das vendas na mesma ordem de grandeza.

A consequência é que o mercado de franquias tem se voltado, cada vez mais, à alternativa das lojas de rua como uma de melhor custo/benefício: 53% dos pesquisados esperam abrir lojas de rua nos próximos dois anos, enquanto apenas 33% terão shopping centers como foco. Uma tendência crescente é a presença em pequenos centros comerciais (strip malls) e outros formatos de varejo.

O estudo da Deloitte ouviu 97 franqueadores dos segmentos de alimentação, saúde / beleza, serviços, casa / construção, educação, calçados, turismo, limpeza, vestuário, eletrônicos e veículos entre os meses de agosto e setembro deste ano.

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