Quanto pode custar a apatia do seu funcionário?

O mercado de trabalho mudou. E também mudou a mentalidade dos trabalhadores. “Bater ponto na fábrica” deixou de ser a forma mais eficaz de mensurar a produtividade – e de gerá-la.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, nos Estados Unidos, durante o ano de 2013, e publicada recentemente no relatório ?Situação do local de trabalho americano?, apontou que 70% dos funcionários não estão estimulados em seus empregos. Segundo o estudo, 52% dos participantes afirmam não se sentir entusiasmados ou compromissados com o trabalho. Os outros 18% se declararam verdadeiramente insatisfeitos ou ?descompromissados? e podem estar prejudicando não apenas seu desempenho, mas também o de outros colegas.

Segundo esses dados, apenas o grupo dos 18%, que efetivamente não se importam com seus trabalhos, custam aos EUA entre US$450 bilhões e US$550 bilhões anualmente. Esses números foram mensurados com base em acidentes, produtos mal feitos e despesas relativas à saúde.

O Gallup destaca que a principal causa dessa realidade é a ineficiência da liderança. Quando analisadas de acordo com os critérios de comprometimento, as 25% melhores equipes apresentaram 50% menos acidentes e produziram 41% menos produtos com defeito. Além de representarem menos custos com os cuidados de saúde.

O estudo também mostrou que benefícios corporativos nem sempre fazem com que os funcionários adorem seus empregos. Ainda segundo a pesquisa, tirar mais de seis semanas de férias em um ano não compensa o desgosto pelo trabalho. Funcionários estimulados que tiraram menos de uma semana de folga permaneceram mais felizes do que aqueles que tiraram tempo maior.

Outra constatação foi a de que funcionários autorizados a atuar fora do escritório por pelo menos quatro horas semanais se mostraram mais compromissados do que aqueles que sempre trabalharam presencialmente. Entretanto, o levantamento não considera o trabalho a distância um determinante para o estímulo, já que os funcionários mais empolgados trabalharam menos de 20% de seu expediente fora do escritório. Para produção do relatório, foram ouvidos em torno de 150 mil funcionários de tempo integral e meio-expediente.

* Com informações da revista Huma






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