Consumido Consciente – 2015 e seus mistérios

Quais são os maiores anseios dos consumidores? A Trendwatching.com destaca alguns deles em 10 tendências publicadas especialmente pela Consumidor Moderno Começa a anoitecer. Da janela do escritório, um belo pôr do sol pode ser visto. Naquele dia, você está feliz. Não é sexta-feira, mas amanhã é seu primeiro dia de férias e, durante um breve […]


Quais são os maiores anseios dos consumidores? A Trendwatching.com destaca alguns deles em 10 tendências publicadas especialmente pela Consumidor Moderno

Começa a anoitecer. Da janela do escritório, um belo pôr do sol pode ser visto. Naquele dia, você está feliz. Não é sexta-feira, mas amanhã é seu primeiro dia de férias e, durante um breve período, todo o tempo disponível será definitivamente seu. Opções não faltam. Que tal viajar? O mundo está à sua disposição. Mas para onde ir? Essa é a grande dúvida. São muitas as opções, ofertas, ideias. Que tal, dentro desse contexto, permitir que a própria empresa faça a escolha do destino da sua viagem? Optar por isso seria assumir um risco. E há muitos consumidores interessados em sentir um frio na barriga dessa dimensão.

A Consumidor Moderno traz dez tendências presentes no 2015 Global Report da Trendwatching.com. O desejo do consumidor por mais mistério e mais caminhos desconhecidos representa apenas uma delas. Há, também, clientes interessados em tecnologias capazes de tornar a vida melhor ? de maneira mais instintiva e inteligente. Há consumidores dispostos a demonstrar e provar o amor que sentem por determinadas marcas, enquanto alguns buscam menos status e mais causas. Outros estão interessados em receber descontos direcionados, ocupar o tempo ocioso e fazer encontros relevantes, até mesmo com desconhecidos.

O consumidor de 2015 deseja mistério. Mas a Trendwatching.com ajuda a desvendar os segredos mais ousados para o ano que começa daqui a alguns dias.

 

1. STATUS DENIERS

Status? Não, obrigado. Cada vez mais consumidores afirmam estar ligados à qualidade, história, sustentabilidade e estética das marcas. Assim, não estão interessados em status. ?Muitos desses consumidores, no entanto, seguem sendo regidos pela lógica do status, pois dizem: ?estou à frente dos outros consumidores??, explica Luciana Stein, diretora para Américas do Sul e Central da Trendwatching.com. No Brasil e no mundo, esse grupo é pequeno, mas é fundamental estar atento a ele.

Em agosto de 2014, a marca americana Abercrombie & Fitch anunciou uma mudança em seu logotipo, de alces. De acordo com o CEO Michael Jefferies, a alteração foi uma resposta à mudança de mentalidade e atitudes em relação aos logos.

 

2. BRAND FANATICS

Os negadores de status são polos negativos que têm como parte oposta os consumidores que se encaixam nessa tendência: são fanáticos pelo consumo. ?Esses consumidores muitas vezes são vistos como ingênuos ou vítimas, mas eles conhecem o sistema de consumo e afirmam ter controle?, diz Luciana.

?Marcas corajosas estão pedindo aos seus fanáticos que demonstrem o amor que sentem?, conta a diretora. Uma prova disso é que, também em agosto de 2014, a Reebok lançou o Reebok Forever na Suécia. Os participantes foram desafiados a fazer uma tatuagem inspirada no logo da marca.

 

3. INTERNET OF BETTER THINGS

Você certamente já ouviu e leu sobre a internet das coisas. Essa tendência é uma evolução desse conceito. São produtos físicos e conectados, focados no bem-estar. ?Esses novos produtos acrescentam valor a vida dos consumidores que desejam equilíbrio?, diz Luciana. ?Pense em como criar produtos conectados que transmitem informação, estimulam a vida saudável e são sustentáveis.?

A Baidu criou um conjunto de pauzinhos eletrônicos que detecta a contaminação de alimentos, o número de calorias e a quantidade de óleo utilizado no preparo do prato. As informações são transmitidas a um aplicativo móvel.

 

4. PEER ARMIES

Estimular a interação entre clientes e criar ações e vantagens ao redor de determinados grupos é cada vez mais uma atitude das empresas. ?É uma tendência com grande potencial de desenvolvimento na América Latina, onde os produtos e serviços funcionam mais como canais para a interação social e não apenas desfrute individual, como em outras regiões do mundo?, complementa.

A Skol criou a ação Consulado, na Copa do Mundo, para unir brasileiros e estrangeiros. A escola de idiomas CNA, por sua vez, criou aulas de inglês que unem jovens brasileiros a senhores americanos.

 

5. DEAL FILTERS

O excesso de informações e caminhos não é capaz de direcionar ao cliente aquilo que é relevante para ele. Nesse cenário, a curadoria chega ao campo dos descontos ? e agora os consumidores receberão descontos relevantes. ?Isso significa que marcas estão finalmente criando descontos mais personalizados?, explica Luciana.

O aplicativo indiano Shoffr,
feito para Android, avisa aos usuários sobre negociações relevantes de marcas que estão geograficamente próximas.

 

6. LASTING SPACES

Prédios, ruas cheias, condomínios fechados, insegurança. É exatamente nesse cenário ? que não deixa espaço para a convivência ? que as marcas devem se inserir, adotando um papel de ocupação do espaço público. ?Nos últimos anos, as pop-ups stores se multiplicaram. Agora pense no contrário: marcas criando espaços que duram e que afirmam um compromisso com o desenvolvimento local das comunidades  ou mesmo de tribos especificas?, argumenta a diretora.

A Shell anunciou um campo de futebol com refletores movidos à energia cinética gerada pelos jogadores numa comunidade do Rio de Janeiro.

 

7. LEAPS OF FAITH

Ter o domínio não é mais fundamental para os consumidores. Agora, eles estão em busca de experiências desconhecidas, misteriosas. ?Em 2015, muitos consumidores abrirão mão do controle e entregarão o poder na mão das marcas?, afirma Luciana. ?Ter controle fornece ao consumidor uma sensação de segurança, mas abrir mão disso pode ser mais divertido.?

O Mistery Ticket, criado pela companhia aérea KLM, pode ser comprado por ? 99, na segunda-feira, mas o cliente saberá apenas na terça-feira qual o destino na viagem.

 

8. THE END OF WAITING

Procure com cuidado. É bem provável que você encontre, em sua rotina, alguns ?tempos mortos? ? aquele período em que o ponteiro do relógio corre, enquanto você espera por algo. Luciana destaca que as marcas estão encontrando muitas oportunidades ao analisar esses momentos do dia a dia dos clientes. ?Não estamos falando apenas sobre o tempo em que se espera por um produto. Pense sobre o que os consumidores têm de esperar em geral e crie uma maneira de reduzir esse tempo ou preenchê-lo?, diz.

O shopping center inglês Meadowhall?s criou marcas no chão para separar compradores que estão com pressa, ou que compram com velocidade, daqueles que querem consumidor lentamente.

 

9. INTIMATE INFO

Consumidores estão buscando relacionamentos fora das telas, com mais sentimento. ?A informação se liberta do texto e ganha contexto e sensibilidade ? como se fosse um sexto sentido?, diz Luciana. Assim, manter o uso da tecnologia, de forma mais natural, pode ser um bom caminho.

A marca Ducere criou o primeiro calçado interativo do mundo, que pode ser emparelhado com um celular por Bluetooth e definir destinos. O GPS é utilizado para determinar os dados de localização, enquanto vibrações no calçado transmitem instruções para onde o usuário deve ir.

 

10. INSTANT ENCOUNTERS

O imediatismo e a eficácia do Tinder (aplicativo que conecta pessoas para relacionamentos) mudou o que era convencional entre pessoas que não se conhecem. Agora, pode-se confirmar que os consumidores se interessarão por serviços que facilitam encontros imediatos. ?O modelo Tinder se expande para outras áreas. Pense em como você pode fazer seus consumidores se encontrarem?, sugere Luciana.

O café dinamarquês Hallo, criado no aeroporto de Copenhague, une viajantes solitários fazendo-os sentar juntos e compartilhar pratos.






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