Big Data: o garimpo do mundo contemporâneo

Que o big data é a vedete do mundo dos negócios e tecnologia não é novidade alguma. Na era da informação, coletar dados é como garimpar pedras preciosas.

* De Nova Iorque

 

E, não por acaso, um dos assuntos mais recorrentes da NRF Big Show 2015, convenção de varejo organizada pela National Retail Federation dos Estados Unidos, é exatamente a importância que o uso dessas informações tem para o sucesso de qualquer negócio, seja qual for o formato ou modelo.

No mundo dos esportes, por mais absurdo que pareça, a tecnologia da análise de dados também tem mudado as regras do jogo e passou a ser essencial em diversas frentes, do marketing esportivo a estratégias e jogadas.

?Nós conhecemos profundamente o perfil dos torcedores, a ponto de saber o que eles preferem comer nos intervalos do jogo?, afirma Paraag Marathe, presidente do time 49ers, de São Francisco. ?Com isso, fazemos uma sintonia fina que melhora a sua experiência de marca a cada partida?.

Como a tecnologia mudou a competitividade?

?Algumas informações não podem ser captadas no momento do jogo, mas quando ele acaba é possível saber o motivo pelo qual você ganhou ou perdeu o jogo?, afirma Stacey Allaster, CEO da Associação Feminina de Tênis. Ela explica como um mapa fornecido pela SAP mostrou os erros e acertos de Serena Williams.

Mas é importante engajar os jogadores também para angariar a torcida. E as redes sociais são as ferramentas mais decisivas para que times, torcedores, patrocinadores e entusiastas conectem-se e gerem uma rede – inclusive de informações.

Na estratégia de aproximação com os entusiastas, a mídia social é uma ferramenta importantíssima, pois conecta os torcedores entre si e alavanca o interesse em torno do esporte. ?Quando Serena Williams vai jogar em Roma, por exemplo, ela posta nas redes sociais todas as etapas de sua preparação?, diz Stacey Allaster, CEO da Associação Feminina de Tênis. ?Com isso, o interesse pelo torneio dispara?.

Além disso, as redes sociais redefiniram definitivamente o jeito que se assiste aos jogos esportivos, muitas vezes não é preciso ver o jogo, mas saber e perceber o jogo, atualmente muitos acompanham seus esportes e equipes preferidos por posts no Twitter, fotos no Instagram e vídeos no Vine. ?Com isso, a partida não acaba após o fim do jogo?, diz John Collins, COO da NHL, a National Hockey League. ?Os torcedores comentam o jogo por muito mais tempo e ficam esperando ansiosamente pela próxima partida?.

Fazer mais rápido e mais inteligente é importante no mundo dos esportes tanto quanto nos negócios.

Para John Collins, o big data não apenas permite conhecer seu fã/cliente, mas permite que ele tenha contato e se interesse por todas as histórias e curiosidades que cercam o time, empresa, grupo. A arte de contar histórias, portanto vai além da água do monte Fiji ou do sorvete criado pelo vovozinho italiano, é poder fornecer elementos que não necessariamente estão conectados ao core business, mas que incrementam a experiência e o relacionamento de uma maneira muito pessoal.

Mas além de todo o romantismo de conhecer e fazer fãs e clientes pertencerem a algo, o uso inteligente dos dados ajuda o time em campo e monetariamente – seja o esporte jogado com camisas ou gravatas.

Para Oliver Bierhoff, diretor geral da seleção alemã de futebol, essa ligação com o sucesso é óbvia. ?É mais fácil comprar uma camisa de um time bem sucedido, mas usamos os dados para chegar mais rápido ao cliente, além disso mandamos informações e emails aos atletas e aos parceiros querem e precisam conhecer melhor nossos fãs, como os patrocinadores.

Para os fãs de outros países, a tecnologia dos dados e da interação, dará uma experiência muito similar à de quem está no estádio. ?A tecnologia mudou todos os esportes, há mais dados disponiveis do que sempre, mas isso não é nada sem uma boa historia, por isso é preciso pegar isso e transformar em experiências customizadas?, explica Bierhoff.

É preciso, sim, usar a tecnologia para tornar todas as relações mais pessoais, criar momentos únicos e, assim, tornar fãs, clientes, parceiros e patrocinadores nos mais leais e verdadeiros embaixadores. Essa é a melhor maneira de virar o jogo, seja qual for o seu campo.

* Paula Furlan realizou a cobertura da NRF a convite da SAP.






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