Cinco dias sem água por semana: as “soluções” da Sabesp

Num horizonte cada vez mais complicado para o abastecimento de água no estado, o atendimento ao consumidor parece caminhar para a mesma direção, a falta dele

Crise hídrica se intensifica em São Paulo; Sabesp adota sobretaxa no consumo e poderá enfrentar problemas no atendimento ao consumidor

Sem data para início a Sabesp informou que poderá adotar rodízio de cinco dias sem água por semana em São Paulo caso o volume de chuvas não aumentar no Sistema Cantareira. A afirmação foi do diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato Yoshimoto, na terça-feira (27).

Entre declarações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sobre possíveis obras de transferência da água da Represa Billings (uma das mais poluídas do estado) e a determinação da Agência Nacional das Águas (ANA) para a Sabesp reduzir ainda mais a captação do Cantareira, de acordo com Massato, a implementação do rodízio 5×2 parece inevitável.

 

Redução de pressão

A redução de pressão nas tubulações se intensificou nas últimas semanas. A Sabesp já aplica esta tecnologia na rede de abastecimento da Grande São Paulo desde 1997. Devido a um verão mais seco e quente que em anos anteriores e com níveis dos mananciais mais baixos que no inverno passado, foi imprescindível intensificar esta ação, segundo a Sabesp. Consulte aqui se a Sabesp realiza a redução de pressão na sua região.

 

Tarifa de contingência

Buscando a diminuição do consumo a Sabesp (autorizada pela Arsesp) insistiu a tarifa de contingência aos usuários cujo consumo mensal ultrapassar a média apurada no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. A tarifa entrou em vigor no dia 8 de janeiro e se estende até o dia 31 de dezembro de 2015.

Veja o gráfico da Sabesp e entenda como funciona a tarifa de contingência.

infoagua

Desafios para o atendimento

Como informa o gráfico acima, havendo a aplicação da sobretaxa, o consumidor poderá recorrer à Sabesp exigindo a revisão e anulação da multa em alguns casos. Mas, alguns tópicos deixam algumas dúvidas.

Estadias de hóspedes, parentes ou amigos e outras ?excepcionalidades de consumo? poderão recorrer à tarifação. Mas quais serão os critérios para essas avaliações e como serão essas análises? Quanto tempo levará o atendimento nesses casos e qual o prazo para anulação? Haverá novos canais de atendimento, mais funcionários e um setor específico para esses casos?

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Sabesp, para obter essas respostas, mas a companhia nos informou que não havia um porta-voz disponível para nos dar uma entrevista. Num horizonte cada vez mais complicado para o abastecimento de água no estado, o atendimento ao consumidor parece caminhar para a mesma direção, a falta dele.

 

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