Custo benefício: o LED é a saída para economia de energia?

Em uma residência, se dez lâmpadas incandescentes forem trocadas por LED a economia, hoje, será de cerca de 200 reais/ano

As lâmpadas incandescentes comuns podem ser substituídas por lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas LED e lâmpadas incandescentes halógenas com vantagens econômicas e ambientais.

As fluorescentes compactas economizam cerca de 70% a 80% de energia para produzir o mesmo volume de luz e têm uma vida mediana pelo menos seis vezes maior do que as incandescentes. Já as lâmpadas LED têm uma eficiência de 80% a 90% superior às incandescentes de uma vida de 25 a 30 vezes maior. Finalmente, as incandescentes halógenas têm uma eficiência cerca de 20% maior e cerca do dobro da vida.

Hoje o LED é uma solução como fonte de luz para alcançar eficiência energética. Elas já são mais eficientes do que as outras fontes de luz, têm longa vida, baixa depreciação e são amigáveis ao ambiente. Logo, são sustentáveis. Em todas as suas formas, ou seja, como lâmpadas, módulos ou luminárias, devem chegar este ano a algo em torno de 50% do valor no mundo. Há previsões de que, por volta de 2020, cerca de 70% do faturamento em iluminação será de produtos com essa característica.

Dependendo da especificação, as fontes de luz LED variam de 15 a 50 mil horas e em breve teremos especificações com até 100 mil horas e com baixa depreciação. Além da baixa necessidade de manutenção.

Em face das qualidades já mencionadas e ainda devido a qualidade da luz, em que obtemos qualquer tom de branco com alta qualidade de reprodução de cor e ainda altas intensidades, praticamente o LED pode ser utilizados em áreas internas e externas com grandes vantagens sobre as outras fontes de luz.

As vantagens energéticas, estéticas e ambientais têm motivado a transformação do mercado. Com a eficiência subindo e os preços caindo, a penetração dos produtos torna-se mais acessível e conveniente, mostrando retorno sobre o investimento em prazos mais curtos.

O LED já superara em eficiência todas as lâmpadas usuais de mercado, inclusive as fluorescentes compactas, de vapor metálico e a vapor de sódio em alta pressão, somadas a outras vantagens. Lâmpadas LED, módulos e luminárias com LED podem ser utilizados hoje em praticamente todos os tipos de aplicações. É apenas uma questão de especificação e cálculo do custo benefício.  

Ao mesmo tempo em que são produzidas lâmpadas e módulos LED para substituir as fontes de luz hoje utilizadas nas luminárias, são criados e desenvolvidos designs inovadores de luminárias que aproveitam as dimensões e a flexibilidade que ele oferece. Assim, como os outros produtos da área de iluminação, os produtos providos com LED devem seguir as normas técnicas da ABNT e as portarias do INMETRO.

O Brasil possui fábricas de lâmpadas de LED. Algumas fabricantes: Intral, Neolux, FLC, O2 LED, Conex LED e Utiluz. Além dos fabricantes de  luminárias: Schreder, Mister LED, Repume, Ilumatic, Intral, Guarilux.

Confira no vídeo abaixo vantagens e desvantagens das lâmpadas de LED.

O componente LED  é importado e o resto do processo em geral realizado aqui. O volume de lâmpadas importadas tem crescido de forma acentuada nos anos recentes, de 4 milhões de unidades em 2011 para 25 milhões em 2014.

De acordo com a Abilux, o mercado de lâmpadas LED deve crescer, no Brasil, em torno de 30% em 2015. A produção local é mais acentuada nas lâmpadas LED tubulares, mas temos empresas produzindo localmente as lâmpadas substitutas de dicroicas e incandescentes. Mesmo sem incentivos do governo a produção local tem marcado sua presença.

Dados em números
Consumo de Lâmpadas no Brasil no ano de 2014 ? Unidades
Halógenas: 85 milhões – NCM 8539.21
Incandescentes: 150 milhões – NCM 8539.2200
Fluorescentes compactas: 250 milhões – NCM 8539.3100 ex01
Tubulares: 100 milhões – NCM 8539.3100
Sódio e Vapor Metálico: 11 milhões – NCM 8539.3200
LEDs: 20 milhões – NCM 8543.7099

Importações em unidades:
*4.022.406, em 2011;
*6.217.619, em 2012;
*16.786.986, em 2013;
*25.180.479, em 2014.

           
*Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux.

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