Falência da RadioShack pode ser salto para Amazon

Gigante do e-commerce cogita comprar algumas lojas da rede de eletrônicos que está mal das pernas

A RadioShack, uma quase centenária rede de eletrônicos dos Estados Unidos, está mal das pernas, quase morrendo de velhice. É que ela está para entrar com pedido de falência, segundo a Bloomberg – resultado de anos seguidos de prejuízos e uma dívida que beira os US$ 900 milhões.

No entanto, as lojas da rede podem não desaparecer totalmente. A Amazon, gigante do comércio eletrônico, cogita comprar alguns espaços para dar o tão esperado salto para as lojas físicas.

Até agora, a gigante sondou esta seara apenas por meio de lojas temporárias e até vending machines.

Essa mudança poderia ser mais rápida se a RadioShack pudesse vender de vez as lojas que têm. Contudo, segundo o Wall Street Journal, ela está proibida de fechar mais do que 200 lojas por ano devido a um acordo feito com o fundo Salus Capital Partners que realizou um empréstimo de US$ 250 milhões para tirar a loja do buraco em 2013.

Ao que parece, porém, a RadioShack está tentando negociar o fechamento de mais de mil lojas. Ao todo, a marca tem cerca de 4.300 operações e deve fechar as 200 da cota neste ano. No ano passado, 174 foram fechadas.

Parte delas pode ser da Amazon. A ideia é transformar as lojas em pequenos centros de distribuição para serviços rápidos de entrega, como o Amazon Fresh, ou mesmo vitrines para os equipamentos da marca, e também como base para que os consumidores retirem os itens comprados no site. É o pulo para que a rede ofereça uma experiência completa ao consumidor.

Este está sendo considerado o novo passo para o varejo. Agora, a integração de canais ficou no passado e o que os consumidores querem é ter a mesma experiência em qualquer canal, como se eles fossem parte de uma mesma jornada de compra.


Flagship da Birchbox, em Nova York: clube de assinatura online e loja física como uma experiência

Outras marcas já fizeram isso como a Birchbox, clube de assinatura de produtos de beleza, que saiu da página da internet para uma flagship no SoHo, em Nova York. Assim como a Amazon, a marca começou com lojas temporárias para sentir o varejo físico antes da grande empreitada.

A Shoes of Pray, de sapatos, também começou no online e abriu uma boutique onde os consumidores podem desenhar o próprio sapato em tablets na loja, pagar por eles e recebê-los em casa, em quatro a seis semanas. 


Loja da Shoes of Pray: na loja e na internet a mesma experiência de fazer o seu próprio sapato

Para saber mais sobre esse novo cenário, a NOVAREJO (edição 39) preparou uma reportagem de capa especial. Nela, você encontra tudo sobre a renovação do conceito de omnicanal e outras tendências que devem movimentar o setor nos próximos anos.

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