Um vestido e uma campanha: pare o abuso contra a mulher

Que cor você viu, preto e azul ou branco e dourado? Ou chegou a ver as duas cores no mesmo dia?

Esse foi o grande assunto da última semana: a cor do tal vestido que apareceu nas redes sociais. Até em grandes mídias televisivas do país o tema ganhou repercussão. E foi pensando em toda essa divulgação que a unidade sul-africana da ONG Exército da Salvação resolveu usar o viral para uma campanha que alerta sobre a violência contra a mulher.

Com o slogan #StopAbuseAgainstWomen (“Parem com o abuso contra a mulher”), a ONG compartilhou nas redes sociais uma foto de uma jovem com hematomas no rosto e por todo o corpo, usando o vestido dourado e branco.

A campanha foi acompanhada pelas frases: “Por que é tão difícil ver preto e azul?” e “A única ilusão é você acreditar que foi escolha dela. Uma em cada seis mulheres é vítima de abuso. Pare a violência contra a mulher”. Em outra publicação na internet, a instituição pediu doações para a iniciativa de sensibilização contra a violência de gênero.

O objetivo da ONG foi transformar o viral em algo realmente significativo. A ONU estima que, na África do Sul, uma mulher seja assassinada a cada seis horas por seu parceiro.


 

Os números no mundo
Segundo a Organização Mundial de Saúde ? OMS, uma em cada 14 mulheres do mundo já foi agredida sexualmente por alguém que não era seu companheiro. Em pelo menos quatro regiões do planeta ? com taxas acima de 15% ? a violência sexual já é considerada endêmica.

As taxas mais elevadas de agressões sexuais foram registradas em países da África Subsaariana, onde 21% das mulheres já foram vítimas de ataques. A África Central (17,4%), a África Austral (16,4%) e a América Latina aparecem no topo da lista negra de violações. Os países andinos lideram a quantidade de agressões na região (16,6%), seguida pela América Central (9,3%) e Brasil (8,3%). Argentina e Uruguai têm uma incidência muito menor desse tipo de crime (1,9%).

Esses dados são do primeiro estudo global de violência sexual contra as mulheres. Durante 13 anos, de 1998 a 2011, o grupo investigou mais de sete mil estudos publicados em 56 países.

Com informações dos portais O Globo e Catraca Livre.

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