Como a tecnologia nos levou de volta à loja física

Será que o e-commerce matou a loja física? Parece que não e a tecnologia é grande aliada do renascimento do varejo

Apesar de parecer absurdo, a tecnologia, apesar do e-commerce, criou um novo ciclo: o retorno do consumidor à loja física. Aos que pensavam que o ponto de venda dava seus últimos suspiros, a parafernália tecnológica chegou para dar novo fôlego ao varejo físico.

Uma prova disso é o crescimento da demanda pela modalidade click and collect, em que o cliente compra pela internet, mas busca seu produto na loja. Em 2014, previsões da consultoria OC&C  afirmavam que o sistema deveria ultrapassar a tradicional entrega em casa das compras feitas pela internet já em 2015. A Deloitte prevê para este ano um aumento de 20% das operações de ?click and collect? na Europa.  Embora não tenha aportado em solo brasileiro de forma definitiva, a modalidade cresce em todo o mundo.

Uma tecnologia desenvolvida pela SAP Hybris revolucionou os provadores das lojas. Ao usar o aplicativo no tablet, o cliente poderia escolher um tamanho ou cor diferente e têm o item selecionado ‘entregue’ para o quarto. O cliente também pode selecionar itens para criar uma lista de desejos que poderia ser enviada a eles via e-mail.

Em 2011, para superar a concorrência com um número reduzido de lojas na Coreia do Sul, executivos da rede de supermercados britânica Tesco, que se chama Home Plus no país, decidiram criar “supermercados de mentira” no metrô em Seul, ao perceber que clientes em potencial sentiam-se cansados demais depois da jornada de trabalho para ir até a loja.

Prateleiras virtuais foram criadas nas plataformas dos trens com papel de parede que mostrava todos os produtos disponíveis na loja real. Com um aplicativo de smartphone, os passageiros podem escanear os códigos de barras dos produtos e transferi-los automaticamente para seu “carrinho virtual”. As compras eram entregues em casa, no mesmo dia. A ideia fez tanto sucesso que foi aplicada também em pontos de ônibus da cidade.

Em São Paulo a startup Mercode ofereceu aos transeuntes do metrô uma solução parecida, com produtos mostrados em um painel e que eram comprados por meio de um aplicativo.

A loja-conceito da marca Burberry, no centro de Londres, inaugurada em setembro de 2012, usava no provador dois espelhos que mostravam automaticamente ao cliente detalhes sobre a fabricação da peça e ainda um vídeo da apresentação do item nas passarelas.

“A ideia não é competir com as lojas online, mas complementá-las. É fazer uma transição entre o mundo online, o da tecnologia móvel e a loja física”, disse à BBC Brasil Ben Gale, chefe da seção de Europa ocidental da empresa de tecnologia NCR.

 

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