Os 10 melhores destinos da baixa temporada brasileira

 Os meses menos concorridos do ano já são a preferência de 30% dos viajantes e atraem, especialmente, quem deseja gastar pouco e ter tranquilidade.

Viajar de março a junho ou de agosto a novembro pode gerar uma série de benefícios. O maior deles é preço. Períodos menos concorridos costumam ser sinônimo de passagens aéreas mais baratas, meios de hospedagem com desconto, alimentação e serviços turísticos a preços menores. Um pacote de viagem com aéreo, hospedagem e alimentação incluídos, em hotel cinco estrelas em Porto de Galinhas (PE), pode sair quase R$ 2 mil reais a menos que na alta temporada.

As vantagens não param por aí: os aeroportos estão mais tranquilos; o trânsito, mais suave, e até as pessoas, muitas vezes, mais receptivas. O estudante carioca Yuri Carvalho, de 22 anos, aponta as diferenças entre visitar a mesma praia de Pernambuco na baixa e na alta estação. ?Além de preços mais baixos, alguns espaços ficam sobrecarregados com o fluxo de turistas nos períodos de férias. Viajando em baixa temporada conseguimos aproveitar melhor cada lugar?, disse.

Em alguns destinos, o clima pode ser ainda melhor na baixa temporada, como nos Lençóis Maranhenses, ideal para se visitar de maio a setembro, depois da época das chuvas, quando as lagoas estão cheias. Já a perda de atrações na baixa, em tese uma desvantagem, em alguns casos pode ser compensada pelo ritmo tranquilo do destino, como revela o economista Fábio Dias. ?Gosto de sentir a cidade, conversar com os moradores, sinto um clima artificial na alta temporada?, diz. ?Além disso, pelo preço que pagaria na alta, viajo para dois destinos?, afirma.

Os períodos de alta, no entanto, não são fixos, embora se concentrem entre os meses de dezembro, janeiro e julho, além dos feriados. ?Em determinados locais há mais turistas justamente nos meses de baixa temporada, devido a questões específicas de cada destino, como clima, período de chuva, temperatura ou até mesmo festas regionais?, diz o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes.

Confira, abaixo, 10 destinos que se destacam na baixa temporada:

Litoral nordestino

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Porto de Galinhas, Pernambuco. Foto| vbonomi/Flickr

Período: agosto a novembro

Por quê? Os pacotes mais procurados do mercado são Fortaleza (CE), Porto Seguro (BA), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto de Galinhas (PE). Além do clima quente praticamente o ano todo, o preço é atraente: na baixa temporada, os pacotes de viagem ficam em média de 30% a 50% mais baratos do que na alta: um resort em Ilhéus cobra R$ 2.370 por duas diárias na alta temporada. A mesma hospedagem custa R$ 659 na baixa, de acordo com uma agência de viagens.

 

Litoral catarinense (SC)

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Florianópolis, Santa Catarina. Foto| alineruviaro/flickr

Período: março a junho

Por quê? Uma das melhores estações para se aproveitar as praias de Santa Catarina é o outono, com dias claros e ensolarados, temperatura amena, menos chuva e praias vazias em relação ao verão, além de preços baixos. Florianópolis, Balneário Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna e Ibituba são as cidades preferidas dos turistas nessa época, inclusive os surfistas, que ficam muito mais à vontade para aproveitar as ondas. A Serra Catarinense, que é próxima ao litoral, também é muito convidativa neste período, especialmente para os adeptos do turismo de aventura.

 

Cidades históricas de Minas Gerais (MG)

minasTiradentes, Minas Gerais. Foto| Kelsen Fernandes/Fotos Públicas

Período: abril a setembro

Por quê? Em abril as chuvas diminuem no estado, sendo uma boa oportunidade para fazer uma viagem histórica pelo roteiro Minas Colonial, passando por Tiradentes, São João del-Rei, Ouro Preto e Mariana. As cidades guardam registros arquitetônicos do barroco, recontam a história do país e exibem monumentos de artistas como Aleijadinho. Se a viagem for mais curta, vale a pena conhecer o centro de Belo Horizonte e Brumadinho, onde fica o Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, que possui um acervo com mais de 500 obras.

 

Pantanal (MS e MT)

pantanlbrasilistockFoto| iStockphoto/Filipe Frazão

Período: abril a setembro

Por quê? Os períodos de chuva e seca mudam completamente a paisagem pantaneira. Porém, se o objetivo do visitante é conhecer a fauna e a flora do local, observar pássaros, ter uma temperatura mais amena e noites mais estreladas, o melhor período para se conhecer a região é de abril até setembro, quando as águas começam a baixar, aumentando a visibilidade dos animais e vegetação local.

 

Lençóis Maranhenses (MA)

lencoisFoto| Karen Hoffmann/flickr      

Período: maio a setembro

Por quê? Após a estação chuvosa, as lagoas entre as dunas ficam cheias e exuberantes. O maior campo de dunas do Brasil é também um dos destinos preferidos para quem gosta de turismo de aventura e contato com a natureza. Para quem prefere caminhadas longas e interação com comunidades tradicionais, pode-se ter a experiência de pernoitar em vilarejos. Para conseguir descontos nessa época, a dica é planejar com pelo menos 60 dias de antecedência. O parque está inserido nos municípios de Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz.

 

Chapada dos Veadeiros (GO)

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Foto | Thiago Melo/flickr      

Período: abril e maio

Por quê? Com o término das chuvas, a vegetação do cerrado fica exuberante e as cachoeiras são mais seguras, com menos risco de trombas d?agua. Somente o município de Alto Paraíso possui mais de 120 cachoeiras catalogadas. O clima de misticismo e espiritualidade também é muito presente na região, onde encontram-se pousadas aconchegantes, spas, espaços místicos e templos. É também um destino muito requisitado pelos amantes de esportes e atividades de aventura na natureza.

 

Parque Estadual do Jalapão (TO)

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Dunas do Jalapão. Foto| Hélia Vannucchi/flickr          

Período: maio a setembro

Por quê? É o período de seca em Tocantins, o que melhora o acesso ao parque e aos atrativos. O roteiro, que sai de Palmas e passa pelas cidades de Ponte Alta e Mateiros, costuma durar de três a cinco dias. Os principais atrativos são o Fervedouro, um poço de água cristalina onde os banhistas não afundam; as dunas e a cachoeira da Formiga. Porém os preços dos pacotes turísticos não costumam variar muito em relação à alta temporada.

 

Foz do Iguaçu (PR)

fozFoto | toff63/flickr      

Período: março a junho

Por quê? Os preços das diárias são até 40% mais baratos na baixa, além de os principais atrativos serem menos concorridos, como a queda d?água das Cataratas do Iguaçu, a Trilha do Poço Preto e a visita na Ilha dos Papagaios, onde é possível admirar tanto o nascer quanto o pôr do sol. Em feriados prolongados, o Parque costuma reunir cerca de 25 mil turistas no período.

 

Canindé de São Francisco (SE)

sergipeCânion do Xingó. Foto| Foresti/flickr    

Período: março a junho

Por quê? A melhor época para registrar belas imagens durante o passeio de catamarã no Cânion do Xingó é em outono, estação em que os raios solares, ao refletirem sob a água, realçam a tonalidade verde esmeralda do Rio São Francisco. O período de chuvas rápidas ocorre no verão e entre os meses de maio a agosto. Entre os principais atrativos no município sergipano estão o passeio na Rota do Canganço, que relembra a história de Lampião e Maria Bonita, a trilha que dá acesso à Gruta de Anjico, local onde Lampião foi morto, e mergulhos em praias fluviais.

 

Serra Gaúcha (RS)

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Parque Nacional Aparados da Serra, Rio Grande do Sul. Foto| Claudio Fachel/Palácio Piratini

Período: fevereiro a maio; segunda quinzena de agosto a outubro

Por quê? A economia nessa época pode chegar a 40%. O movimento nas cidades é tranquilo e é possível conseguir descontos nos ingressos dos parques. Atrativos temáticos como a Aldeia do Papai Noel e o Parque de Neve funcionam diariamente ao longo do ano. Além de acontecer eventos na baixa temporada, como a Festa da Colônia em Gramado (agosto), a Festa da Uva, em Caxias do Sul (fevereiro e março), a Festa da Vindima em Bento Gonçalves e Garibaldi (janeiro a março), a Semana do Bebe de Canela (maio) e a Festa Nacional da Música de Gramado (outubro). 

* Via CicloVivo

 

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