Veículos autônomos podem ser um problema para a saúde

Além dos riscos de serem invadidos por hackers e tornarem-se máquinas letais, existe um ponto que parece ter sido esquecido

Um novo estudo apontou que mais de 10% das pessoas que possuem um carro autônomo ? aquele que se autodirige ? podem desenvolver o mal do movimento, também conhecido como cinetose.  

A febre dos carros autônomos está em alta. Google, Audi e GM trabalham nas suas versões próprias. A Ford afirma que esperará até que a tecnologia seja aprimorada e rumores espalham que a Apple também tem um projeto nesse sentido.

Além da inevitabilidade desse tipo de engenhoca, existe certa ansiedade sobre o que pode dar errado, pois podem ser os primeiros robôs mortais. Reguladores e governos ponderam sobre como lidar com isso e com os perigos de ter um carro inteligente hackeado.

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Mas o que os estudiosos do tema ignoram é um problema já conhecido: o mal do movimento. Uma nova pesquisa do Instituto de Pesquisas em Transporte da Universidade de Michigan analisou o que os consumidores disseram querer quando carros pudessem se autodirigir e correlacionaram isso à probabilidade de sentirem-se mal com o movimento do carro.

Muitas pessoas aproveitam o fato de não precisarem dirigir para ler, enviar mensagens, assistir vídeos ou jogar. O problema é que essas atividades requerem que os olhos estejam focados em outra coisa que não o caminho percorrido, ao contrário de se estivessem prestando atenção ao trajeto ou de olhos fechados.  Nisso se baseia um conflito entre a visão e o aparelho vestibular, que sente os movimentos e estabiliza o equilíbrio das pessoas.

Segundo as estimativas do grupo, dadas as preferências dos consumidores, entre 6% e 10% dos adultos americanos que andam em veículos autônomos frequentemente ou sempre sentirão algum tipo de mal estar com o movimento. Entre 6% e 12% sentirão um mal estar moderado ou intenso em algum momento.

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?Não foi dada atenção a esse problema importante?, diz Michal Sivak, director do Sustainable Worldwide Transportation do Instituto e co-autor do estudo. ?É um problema que precisa ser tratado, especialmente porque é possível realizar muitas dessas tarefas que aumentam a probabilidade da cinetose, esse, aliás, é um dos benefícios dos carros autônomos?.

Fabricantes poderiam minimizar o problema com displays eletrônicos que façam a pessoa olhar para frente, carros com janelas largas ou assentos que restrinjam o movimento da cabeça ou permitam que a pessoa deite de forma reta. Para as empresas que não levarem isso em consideração, resta aos passageiros tomar uma medicação antes da viagem ou fechar os olhos e cochilar até que o trajeto termine.
 
* Com informações da Fortune

 






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