Mercado de trabalho: seis características do novo RH

Especialistas revelam quais aspectos os Recursos Humanos do futuro deverão incorporar para promover a eficiência e o diferencial nas empresas

Com o advento das novas tecnologias, acompanhamos diariamente mudanças drásticas em inúmeras indústrias e setores nacionais. Entretanto, tais transformações não são exclusividade de produtos, serviços e modelos de negócio. De acordo com um estudo exclusivo produzido pela Dom Strategy Partners, a área de Recursos Humanos também vem ganhando um caráter cada vez mais estratégico dentro das empresas ? e isso deverá moldar ativamente a cadeia de criação de valor sustentável. ?Boa parte da capacidade de diferenciação competitiva das empresas hoje é centrada na competência dos talentos?, garante Daniel Domeneghetti, CEO da consultoria estratégica 100% nacional. Confira a seguir os seis aspectos que não poderão mais ser negligenciados pelos Recursos Humanos.

1. Valor estratégico.

?Nenhuma estratégia se concretiza sem pessoas capazes de executá-la e corrigir desvios rapidamente ao longo do processo. Mesmo as tarefas mais rotineiras podem apresentar um valor estratégico muito elevado?, afirma Murilo Cavellucci, diretor de gente e gestão da Catho. Segundo ele, o RH precisa parar de se colocar como uma área operacional e passar a discutir sobre o negócio e sobre o mercado. ?Ele tem que entregar a aplicação do conhecimento sobre pessoas e sistemas sociais por meio de práticas mais inovadoras.?

 

2. Fortalecimento das relações de confiança.

Além do desenvolvimento de processos que retenham os melhores talentos na organização, ?em tempos de crise, o RH precisa estar atento para ajudar a organização a estabelecer relações de confiança, assim todos poderão se organizar juntos para os desafios deste cenário?, defende Adriana Chaves, sócia da DMRH. Fernando Viriato, Diretor de Recursos Humanos da ACCOR concorda, acrescentando que ?no momento atual, onde vivemos uma redução do nível de atividade econômica na maioria dos setores da economia, a área de recursos humanos deve fazer não somente muito bem as suas atividades clássicas, mas também ter o senso do contexto do negócio, acelerando a criação de valor para a organização e contribuindo para antecipar as transformações exigidas; além de procurar alavancar a produtividade, garantindo também altos índices de satisfação e engajamento das equipes.?

 

3. Promoção da felicidade e engajamento.

Claudia Danienne Marchi, diretora de Qualidade e RH da Amil, defende que a entrega de resultados depende diretamente da mediação de expectativas dos colaboradores, que ?devem estar em sinergia com a viabilidade do negócio?. Entre outros fatores, ela destaca que deve existir parceria ?no engajamento e no incentivo de uma cultura de excelência?. A ideia vai de encontro com a filosofia de gestão da Elektro, na qual ?a felicidade pode gerar lucro e o papel do RH neste sentido é fundamental?, garante Fabricia Abreu, diretora de RH da companhia.

 

4. Planos de sucessão e gestão da diversidade.

Quando a empresa olha para seu pool de talentos hoje, ela pode considerá-los preparados para a sucessão de todas as lideranças e posições-chave, segundo competências exigidas no mercado atual. ?Planos de sucessão não são apenas uma lista de nomes. Quando olhamos três ou quatro anos à frente, temos que ter em mente que junto com a tecnologia, produtos e serviços vão mudar?, alerta Carlos Ogliari, diretor de RH do Grupo Volvo América Latina. ?É preciso levar em consideração o que será requerido dessas pessoas no futuro: elas estarão preparadas para as futuras demandas? Que competências serão exigidas das novas gerações??, propõe o executivo. Segundo Felipe Zogbi, diretor de Recursos Humanos do grupo DPSP, ?formar pipeline de pessoas para sucessão e ter uma área de recrutamento e seleção proativa são itens fundamentais para estar sempre à frente dos concorrentes.?

 

5. Qualidade e velocidade. 

Para Cláudia Marchi, da Amil, o diferencial do novo RH ?está no ?radar? sobre o presente e o futuro, ou seja, considerar fatores como os resultados internos, o mercado, o cenário econômico, as tendências, as perspectivas e o retorno satisfatório para a cadeia de valor como um todo?.

 

6. Competitividade e diferenciação.

Adriano Londres, Diretor Executivo de Atendimento Empresarial da Qualicorp avalia que, enquanto a rotina operacional garante a manutenção do dia a dia, por sua vez, ?as questões estratégicas devem ser vistas com atenção especial?, para alinhar os processos ao negócio da empresa como um todo. ?O RH pode contribuir diretamente no aumento da produtividade focando nas ferramentas de avaliação de desempenho e remuneração baseada na meritocracia em conjunto com o monitoramento do clima baseado nos valores da empresa?, explica. Além disso, a diferenciação do negócio depende em grande parte ?do desenvolvimento de líderes, das pessoas, do seu ambiente de trabalho, das ferramentas de gestão das mais modernas e aplicáveis possível?, garante Eugênio Velasques, diretor do Grupo Bradesco. ?Não colocamos nenhum produto ou serviço à disposição de nossos clientes que a gente não tenha domínio técnico completo. ?

* Veja mais sobre o assunto na edição # 201 da revista Consumidor Moderno.




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS