Inadimplência das empresas cresce 7,04% em março

Indicador anual de dívidas em atraso mostra aumento de 6,36% na quantidade de débitos, segundo SPC

O número de empresas inadimplentes voltou a crescer em março deste ano e chegou a 7,04%, na comparação com o mesmo mês de 2014. A informação, divulgada hoje, é do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Além do aumento no número de empresas inadimplentes, a aceleração atingiu também a variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas (6,36% a mais em março deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado).

A economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, acredita que mesmo com essa piora constante no indicador, ainda é cedo para afirmar que se trata de uma tendência explícita. ?Os dados de dívidas ainda são muito voláteis. Desde meados de 2014, as variações estão bem parecidas, ainda não dá para dizer que é uma tendência?, explica.

Na análise por região, o Nordeste foi o único que apresentou crescimento anual acima da média nacional, (7,92%) em março. “Por ser uma região que cresceu muito e de forma acelerada na última década, o Nordeste ainda está aprendendo a lidar com os novos instrumentos de financiamento”, justifica a economista. Em seguida vem o Sudeste, com aumento de 5,47%
no número de dívidas não pagas. A região que apresentou o crescimento mais modesto foi a Centro-Oeste, com 3,00%.

Na variação por segmento, Serviços (que inclui Bancos, Transportes, Alimentação e Hotelaria, Educação e Serviços domésticos), foi o que mais contribuiu com a alta do número de dívidas em atraso: 3,19. Este setor apresentou alta de 4,43% no número de pendências e teve participação de 70,67% junto ao total de compromissos não pagos em todo o País.

?A situação da economia brasileira tem gerado um ciclo difícil de interromper. Com a inflação e as taxas de juros altas, as vendas caem e as empresas empregam e investem menos?, analisa o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. ?Os efeitos negativos são percebidos nas quedas das vendas no varejo e na produção industrial. Dessa forma, temos queda de
confiança tanto do empresário, quanto do consumidor. Esse resultado se traduz em inadimplência, como os indicadores têm apontado? completa.

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