Quatro motivos para empreender em tempos de crise

Economista destaca que há poucos momentos tão promissores para empreender quanto é em momentos de crise

Historicamente, em momentos de dificuldades econômicas que ótimos negócios e soluções surgem. Enquanto a grande maioria está desmotivada e se deixando influenciar pelo derrotismo, alguns empreendedores identificam oportunidades para começar seus negócios.

A experiência ao passar por esse processo pode ser bastante difícil, mas é diante deste cenário de adversidade que muitas empresas tiveram a chance de mudar de patamar no passado e essa pode ser uma oportunidade no presente para muitas pessoas. Multinacionais como General Motors, IBM, FedEX e Proctor & Gambel são alguns exemplos de empresas que surgiram em períodos difíceis.

O economista e especialista em investimentos Richard Rytenband, desenvolveu recentemente um estudo sobre as Maiores Crises da História Mundial em que analisa períodos marcados por uma grande recessão econômica. ?Há poucos momentos tão promissores para empreender que em momentos de crise. É um período de ajustes, a hora que o excesso de endividamento é corrigido, assim como os maus investimentos abandonados. É o momento em que a realidade vem à tona, e entra em curso um processo de purificação da economia?, diz Rytenband.

Richard Rytenband destaca que ao longo do estudo pôde identificar algumas questões importantes que devem ser trabalhadas e servir de combustível para quem não quer ser uma vítima, mas conquistar o seu espaço no mercado com novas soluções de negócios.

Veja quatro razões destacadas pelo economista para começar a empreender:

 

1. Problemas, problemas e problemas.
Empreender é resolver problemas, em épocas de crise o que não faltam são problemas e desafios a serem enfrentados. Seja um dos poucos vendedores de soluções.

 

2. ?Acomodados S.A.?
Em períodos assim, os acomodados são duramente atingidos, e demoram a entender as mudanças em curso, em outras palavras, empresas e modelos de negócios que até então pareciam imbatíveis, se tornam vulneráveis e correm o risco de extinção com a entrada de concorrentes com alternativas mais adequadas.
A maioria fica apegada a velhas estratégias, produtos e projetos. Não conseguem aceitar e se adaptar as mudanças em curso.

 

3. Sangue nos olhos
Ou o empreendedor fica com “sangue nos olhos” e se acostuma a estar o tempo todo fora da sua zona de conforto, ou é atropelado pela crise e entra para as estatísticas de vítimas. Num cenário de tranquilidade o empreendedor dificilmente conseguiria manter essa postura por tanto tempo.

 

4. O dinheiro ?troca de bolso?
Não há momento mais propicio para que isso ocorra. Contagiados por pessimismo, muitos tomam decisões irracionais, como se desfazer de um negócio com potencial, ou mesmo vender imóveis ou ativos bem abaixo do que deveriam valer. É nesta hora que os mais fortes mentalmente, e com uma visão mais ampla, aproveitam as grandes oportunidades, que somente com grandes crises seria possível aproveitá-las.




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