Padrão de segurança para roupa infantil ajuda a impedir acidentes

A norma ABNT NBR 16365/2015, se transformada em lei, será aplicada inclusive aos produtos importados

 
Roupas com cordões com mais de cinco centímetros, botões, capuzes, costuras grossas ou partes salientes, etiquetas costuradas com fios de poliamida podem ser um perigo para as crianças, principalmente para as menores.

Os dados oficiais brasileiros não são específicos sobre acidentes com vestuário, mas mostram que mais de 500 crianças foram hospitalizadas e que a sufocação é a principal causa de mortes de bebês de até um ano de idade. A Consumer Product Safety Commission (CPSC), nos Estados Unidos, publicou que, de 1985 a 2011, ocorreram 110 casos de acidentes com crianças envolvendo vestuário, sendo que oito resultaram em morte. Entre janeiro de 2012 e dezembro de 2013, a CPSC anunciou mais de 760 lembretes, de roupas e acessórios infantis que poderiam oferecer risco de estrangulamento, até o não atendimento aos requisitos de flamabilidade.

Por isso a Norma ABNT NBR 16365/2015, referente à Segurança de Roupas Infantis, foi publicada. O padrão foi elaborado por uma comissão de estudos do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-17) formado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), pela ONG Criança Segura, dentre outras entidades que representam o setor.

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O padrão foi criado com o objetivo de promover a segurança das crianças, prevenir acidentes e orientar a indústria de vestuário infantil para os critérios de fabricação. Isso minimizaria o risco de acidentes devido ao uso de cordões, cintos e aviamentos da roupa infantil, levando em consideração a idade e as atividades cotidianas das crianças.

Neste primeiro momento, trata-se de uma norma voluntária onde as confecções já podem começar a se adequar, antes que a mesma se torne Lei.

?A Abit, juntamente com as outras entidades que participaram ativamente das reuniões aqui em nossa sede, se empenhou muito na elaboração desta norma. Acreditamos que, com iniciativas deste tipo, a indústria têxtil e de confecção brasileira estará cada vez mais preparada para atender o consumidor com segurança, além de poder competir internacionalmente, em mercados que já fiscalizam essas roupas. É importante frisar que a partir do momento em que a Norma se tornar Lei, os importados também deverão obedecer às regras e estarão sujeitos à fiscalização?, explica Rafael Cervone, presidente da Abit.

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?Existem diversas ocorrências com as crianças, tais como botões que se soltam e são engolidos ou cordões que ficam presos em brinquedos. Esta norma estabelece os requisitos mínimos de segurança e desempenho do vestuário infantil, com o intuito de alertar sobre a importância do mesmo. Além disso, especifica outras coisas, bem como descreve riscos com apetrechos presentes nas roupas. A norma contribui para evitar futuros acidentes?, Carlos Santos Amorim Jr., diretor de Relações Externas da ABNT.

Fonte: Assessoria de Imprensa.




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