A inclusão digital segue a desigualdade social no país

No Sudeste, 51% das residências têm acesso a rede; no Norte e Nordeste a proporção é 26% e 30%, respectivamente

Segundo um estudo realizado pela McKinsey & Company com base em dados de 2013, estima-se que 97 milhões de pessoas não têm acesso à internet no país. Algumas das razões para isso é o fato de que algumas pessoas vivem em áreas rurais precárias em telecomunicações ou fornecimento de energia, por exemplo.

Nas classes A e B a proporção de casas com acesso à internet é de 98% e 80%, respectivamente, na classe C é de apenas 39%. Já nas classes D e E a penetração da rede é de só 8%. E a desigualdade também é espacial: nas áreas urbanas, a proporção de lares conectados é de 48%, enquanto que nas rurais chega apenas a 15%. Ou seja, se, nas cidades, a internet alcança 25,9 milhões de lares, no campo o número de residências conectadas não passa de 1,3 milhões.

Marco Civil da Internet: lei ainda é ignorada

A parir desse cenário, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, disse que a nova fase do Programa Banda Larga para Todos tem como meta aumentar em 52,3% a quantidade de acessos à rede no Brasil, dos atuais 197 milhões para 300 milhões até 2018. Para chegar a esses números, o governo terá o desafio de criar condições para baratear o custo do serviço, inclusive em comunidades de difícil acesso.

Além disso, ao final do mesmo período o governo planeja que a velocidade média da navegação suba dos atuais 6 Mbps (megabits por segundo) para 25 Mbps, quatro vezes mais.

Smartphone é fator de inclusão digital (e social)

Berzoini apontou que as medidas vão garantir que 95% da população tenham acesso à banda larga ?com custo acessível? até 2018. E que 45% dos domicílios nas cidades sejam atendidos por fibra óptica, que permite maior qualidade no serviço.

Humanidade: tragédia no Nepal une tecnologia e solidariedade

?Há um estudo das Forças Armadas que quer fazer fibra ótica subaquática em todos os rios da Amazônia. Passar na floresta é algo absolutamente complexo. Portanto é mais rápido lançá-las nos rios da região?, disse Berzoini durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado?Para localidades onde a fibra ótica não tenha chegado, a ideia é usar satélites. Ano que vem lançaremos um satélite para comunicação militar que ajudará a levar internet para locais onde a fibra ótica não é acessível?.

Google e Facebook em ação
Segundo o site de pesquisas, dois terços da população mundial não tem acesso a internet. Por isso eles criaram o Projeto Loon, uma rede de balões que viaja pelos confins do espaço. A finalidade do projeto é conectar pessoas em áreas rurais e remotas, ajudar a preencher falhas de cobertura e ajudar a recuperar a conexão com a Internet em áreas que passaram por desastres.

O Loon já esteve no Nordeste do Brasil, Nova Zelândia e no Vale Central da Califórnia.

O Facebook lançou um novo programa que pretende usar drones movidos a energia solar para permitir que moradores de áreas isoladas de todo o mundo tenham acesso à rede mundial de computadores. Como o projeto ainda está em fase de desenvolvimento, ainda não se sabe quais áreas remotas do mundo seriam contempladas com os drones.

Com informações dos portais O Globo, Agência Brasil e Tecnoblog.






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