Confiança dos varejistas atinge menor nível

Em abril, índice da FecomercioSP registra a quinta queda seguida e o menor índice da série história

A confiança dos empresários do comércio caiu pela quinta vez seguida. Em abril, o recuo foi de 22,1%, na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo indicador divulgado hoje (18) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Frente a março, a queda foi de 6,2%.

Com o recui, a confiança atinge 84,9 pontos – o menor patamar da série histórica. O indicador varia de zero, que indica pessimismo total, a 200 pontos, que indica otimismo total. Quando sai da zona dos 100 pontos, o índice já indica desconfiança.

Segundo a Federação, as chances de as quedas continuarem é alta e as vendas de Páscoa, que obtiveram resultados ruins, devem influenciar negativamente nos resultados da confiança do empresário em maio.

“O cenário efetivamente pior alterou algumas projeções para o ano, com viés de quedas para o PIB (entre 0,5% e 1%) e o consumo; e de altas para inflação (ao redor de 8%) e juros”, disse em nota a Federação.

Considerando os indicadores que compõem o índice de confiança, aquele que mede a confiança com relação às condições atuais registrou o menor nível, de 49 pontos – uma queda de 11,2% em abril.

Já o indicador que mede as expectativas caiu 7,9% e passou para 124,7 pontos. O índice de investimentos, por sua vez, caiu 5%, para 81,1 pontos.

Considerando o porte das empresas, as grandes estão no mesmo patamar de confiança que as pequenas empresas, pelo segundo mês consecutivo.

Segundo a FecomercioSP, “os resultados indicam que a percepção geral do empresário do comércio é pior do que sugeriam as projeções e mostram claramente que a falta de perspectivas e o mau desempenho são generalizados”.

Nas empresas com mais de 50 empregados, a confiança caiu 6,9%, enquanto as com até 50 funcionários houve retração de 6,2%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, os resultados foram ainda mais negativos: queda de 36,9% na confiança de empresas com mais de 50 empregados e retração de 21,7% nas empresas com até 50 funcionários.

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