Será que propaganda de cerveja precisa de mulher?

Será que a propaganda atual e o novo consumidor dão, de fato, espaço para o machismo inerente às campanhas de cerveja?

Nas décadas de 80 e 90, duas importantes marcas, Benetton e Dove, começaram a trabalhar o conceito de responsabilidade social na publicidade. E, mesmo assim, nenhuma delas deixou de vender por causa disso. Pelo contrário, mantém as estratégias até hoje.
 
Se a Benetton continuou vendendo protestando contra homofobia, AIDS e racismo, e a Dove continuou vendendo abordando a mulher natural, sem Photoshop e sem o padrão de beleza de Hollywood, por que as outras marcas ainda não assimilaram seu papel na sociedade?
 

#FicaVerão

Esta semana o protesto dos internautas foi uma das notícias mais lidas aqui no Adnews. Era um cenário previsível, afinal a campanha já estava sendo criticada por ser machista. Ao colocar uma hashtag patrocinada no Twitter, sem supervisão humana, a Itaipava organizou um único canal para centralizar todos os protestos contra a sua marca.

Ninguém faz uma publicidade para denegrir a imagem da própria empresa. No entanto, olhem a foto que é o destaque desta matéria. Fica nítido que a pessoa deve optar pela cerveja ou pelo seio da modelo.
 
Não há mais espaço para o machismo na publicidade, o mundo evoluiu e temos que manter a criatividade sem desrespeitar ninguém.
 

Nos EUA, a Budweiser tem as duas cervejas mais vendidas do país: Budweiser e Bud Light. Os dois rótulos são anunciantes do SuperBowl, os 30 segundos mais caros do mundo. E, será que eles usaram mulheres para vender cerveja?
 
A Bud Light fez um reality show com um consumidor da marca em que ele era surpreendido no bar e passava por várias situações, incluindo um jogo de tênis de mesa com Arnold Schwarzenegger.
 
Já a Budweiser optou por fazer um comercial mais triste, longe de festas e badalações. Na história, um cachorrinho é o garoto propaganda emocionante em que a cerveja mal aparece. Fez tanto sucesso que virou trilogia.
 
Hoje, nós já vivemos o cenário pós-digital. Não há mais barreiras entre on e off, assim como não há mais barreiras entre homens e mulheres. Então, vamos vender a cerveja ao invés do corpo de uma mulher?

* Via Adnews




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS