Bancos: o futuro é mobile e conectado

?O futuro dos bancos é mobile?. A afirmação do presidente da Febraban, Murilo Portugal Filho, já é comprovada por números.

Em 2014, transações feitas em Internet Banking representam 41% do total de operações do mercado. Já as transações em Mobile Banking cresceram 127%, em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2014.

Na abertura do 25o Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (CIAB Febraban), Murilo Portugal Filho apresentou números que comprovam o potencial do segmento. Segundo ele, o investimento dos bancos em tecnologia têm crescido 6% ao ano, desde 2010. A solidez do setor também foi mencionada, com destaque para os baixos índices de inadimplência, de 2,3% para empresas e 3,7% para consumidores. “É um setor resistente a choques. Esta solidez é comprovada pelo Banco Central e é muito importante, tanto para os clientes quanto para os mais de meio milhão de colaboradores”, comentou o presidente.

E, para ele, tudo isso foi possível graças aos investimentos feitos em tecnologia, que possibilitaram “simplificação de grandes operações, mais agilidade, segurança e conforto, aumentando a bancarização e promovendo a inclusão financeira. Ano passado, 25 milhões de contas estavam aptas para trabalhar com mobile. Essa combinação de fatores da conectividade transforma a indústria bancária”, diz Portugal Filho, que ressalta a agenda extensa e prevê grandes desafios para o setor.

Meios de pagamento

O comportamento do novo consumidor está mudado. Sua hiperconectividade o tornou mais exigente. E ele quer mais coisas práticas. Por isso, o segmento de Meios de Pagamento é um dos que mais cresce, em todas as classes sociais, com operações de cartão de crédito e débito atingindo R$ 1 trilhão em compras, nos três primeiros meses de 2015. Os dados foram apresentados no painel “Evolução tecnológica e o comportamento do consumidor”, realizado no primeiro dia do CIAB.

Para Jefferson Denti, diretor da Deloitte, mobile, analytucs, clowd e social são algumas palavras que influenciam na nova jornada do consumidor. Para ele, estamos vivendo um boom de novas soluções de pagamento que virão para mudar o mercado nos próximos três a cinco anos.

Manoell Fernandes, diretor da Bites Consultoria, garante que os Millennials, como são chamados os nascidos entre 1980 e 2000, ainda não estão plenamente dentro do sistema bancário, bem como a geração posterior, a Z, de modo que as instituições bancárias precisam se preparar e camnhar para o investimento em tecnologias disruptivas. Ele lembra que as pessoas não estão preocupadas com sua privacidade, considerando inclusive a hipótese de trocar seus dados por vantagens.

“Para os millennials, bancos são todos iguais, são como energia elétrica: eles nao querem saber de onde vem e qual é a estrutura que está por trás daquilo. Querem realizar suas operações e pronto. Quem quiser se aproximar desse cliente tem que reforçar sua marca e fazer ago diferenciado”, diz.

O consultor especialista do SEBRAE-SP Gustavo Carrer Ignacio Azevedo lembrou ainda que as novas tecnologias tiram o poder dos bancos e o jogam nas mãos do consumidor, que está conectado 24X7, mudando completamente o significado (e alcance) do boca a boca. No entanto, ele aponta um dado interessante: 95% das vendas mundiais de varejo ainda são realizadas por varejistas que possuem lojas físicas. “Só na loja física é posssível oferecer a experiência completa ao consumidor”, completa. Para ele, as novas fronteiras a serem transpostas são o Big Data, o One-Click Shop, a impressão 3D e o uso dos Drones.

Por fim, Cassius Schymura, vice-presidente da ABECS e diretor de produtos PF & Cartões do Santander, encerrou o painel comentando que os bancos ainda investem em agências no Brasil porque o valor da conversa pessoal ainda é importante. O desafio maior estará em fidelizar um consumidor para quem o meio de pagamento estará embarcado na experiência de compra. “Tem que ser relevante e estar presente?.

Quem vai capturar a percepção do consumidor??, desafia o executivo. “A virtualização total da cadeia não é tão óbvia. No processo relacionado à segurança e confiança o consumidor ainda precisa de uma marca forte, da agência que ele vê na rua indo para o trabalho. Há oportunidade de inovar em toda a cadeia, gestão de crédito, informações e muitas outras. O importante é ser diferente e relevante”, conclui.

 

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