As funções mais conscientes das redes sociais

Muito além de passar o tempo, elas ajudam a sociedade a manter-se informada, antenada e, ainda, ajudar em casos de desastres

Por: - 4 anos atrás

Hoje é o Dia Mundial das Redes Sociais. Apesar de o termo existir desde 2002, foi em 2004 que elas estouraram pelos quatro cantos do mundo. LinkedIn, MySpace, Flickr, Orkut, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat. Elas matem e, as vezes, criam elos entre pessoas daqui e do outro lado da cidade.

Mas, o mais importante, é que algumas delas criam a possibilidade de mover o mundo em prol de algo que, por vezes, as pessoas não faziam ideia que poderia acontecer. Pelo menos não na proporção que aconteceram.

A palavra mobilizar significa reunir. As plataformas de redes sociais ? especialmente o Facebook ? têm um forte poder de mobilização.

Se você pensa que o apoio das redes à desastres naturais é de hoje, com o ocorrido no Nepal, está enganado. Desde o Tsunami que ocorreu no Japão em 2011, elas estão presentes na sociedade como parceiras na divulgação de imagens, vídeos e informações sobre o ocorrido. No caso do Nepal, as redes Google, Facebook e Viber uniram-se para ajudar a encontrar pessoas.

Além disso, páginas, grupos e eventos unem a população pelo bem maior, como no caso do desafio do balde de gelo, uma campanha que quer alertar e conscientizar a população do mundo sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica. Celebridades como Oprah, Bill Gates e Mark Zuckerberg participaram da ação.

No Brasil, o Facebook juntou milhares de pessoas nas ruas de todo o país em 2013. A população lutava pelos direitos, por igualdade, por baixa nos preços. Alguns meios de comunicação disseram que aquela fora a maior manifestação de rua que o país já viu.

Nós ainda tivemos a divulgação e ajuda na tragédia da região serrana do rio de Janeiro, em 2011, os ?rolezinhos? no ano passado, eleições 2014 ? a revista The Economist destacou o papel das redes no Brasil ?, as manifestações do início do ano e, mais recente, a mobilização de milhares de pessoas e de várias das redes sociais a favor da decisão do Estados Unidos em legalizar o casamento homossexual em todo o país.

É fato que existem pontos ruins, como a superexposição. Mas, quando manuseada da maneira correta, as redes sociais tendem a ajudar a sociedade com informações, porque não há ninguém melhor para falar sobre algo que aconteceu do que alguém que passou e sobreviveu àquilo.