Tecnologia da informação e comunicação e o estímulo socioeconômico

TICs devem estimular o crescimento econômico e reduzir impactos sociais e ambientais, segundo pesquisa

Pesquisa publicada pela Global e-Sustainability Initiative (GeSI), em parceria com a Accenture, revela que as tecnologias da informação e comunicação (TICs) podem trazer altos índices de prosperidade sustentável e oportunidades globais nos próximos 15 anos.

O relatório SMARTer2030 mostra que, à medida que smartphones, sensores, redes inteligentes e outros dispositivos de TIC tornam-se mais rápidos, mais baratos e mais disponíveis globalmente, eles têm o potencial de gerar importantes benefícios ambientais, econômicos e sociais. Entre eles, a redução de 20% das emissões globais de carbono até 2030, mais de 11 trilhões de dólares em novos benefícios econômicos, a capacidade de disponibilizar e-healthcare para um adicional de 1,6 bilhão de pessoas no mundo e um aumento estimado de 30% nas produções agrícolas.

“Os resultados mostram um mundo baseado em TIC mais limpo, saudável, próspero e com mais oportunidades para todos, até 2030”, destaca Luis Neves, presidente da GeSI.

As principais conclusões do estudo incluem:
?    As TIC possibilitam uma redução de 20% das emissões globais de CO2e até 2030, mantendo as emissões nos níveis de 2015. Além dos benefícios ambientais, esta mudança também significa que os líderes políticos ou de negócios não seriam mais obrigados a fazer escolhas entre a prosperidade econômica e a proteção ambiental;

?    As emissões de TIC como uma porcentagem das emissões globais, e em quantidades absolutas, diminuirão ao longo do tempo. O relatório SMARTer2030 mostra que a “pegada” das emissões de TIC deverá diminuir para 1,97% das emissões globais até 2030, em comparação com os 2,3% previstos até 2020;

?    As TIC oferecem benefícios ambientais significativos, além de reduzir as emissões de carbono. Os benefícios mais substanciais identificados por este estudo incluem: aumentar a produtividade das culturas agrícolas em 30%, economizar 25 bilhões de barris de petróleo por ano e economizar 300 trilhões de litros de água por ano;

?    Uma avaliação dos oito setores da economia global – energia, alimentos, manufatura, saúde, construção, trabalho/negócios, ensino, mobilidade/logística – mostra que as TIC podem gerar mais de 11 trilhões de dólares em benefícios econômicos por ano até 2030, o equivalente ao PIB anual da China em 2015;

?    As TIC vão conectar mais 2,5 bilhões de pessoas à “economia do conhecimento” até 2030, proporcionando acesso a tratamentos de saúde para um adicional de 1,6 bilhão de pessoas e a ferramentas de e-learning para mais meio bilhão de indivíduos;

?    O crescimento mundial da economia digital continua a progredir, proporcionando a escala necessária para estimular uma maior conectividade e modelos revolucionários de negócios. E, em oposição à antiga economia de linha de produção, os indivíduos estão definitivamente no centro desse processo.

“A indústria de TIC oferece enormes benefícios: mais negócios com eficiência de recursos e custos, que são menos prejudiciais ao meio ambiente; melhorias dos serviços com benefícios sociais significativos; e novas fontes de crescimento econômico”, comenta Neves.

 Este novo estudo é baseado na modelagem aprofundada, sem precedentes em sua escala, sobre o potencial das TICs para revolucionar os negócios atuais e redefinir radicalmente a maneira como vivemos, bem como reduzir o impacto que o crescimento econômico contínuo tem sobre o meio ambiente. ?As TICs podem ajudar a quebrar o vínculo entre desenvolvimento econômico e esgotamento de recursos, com dez vezes mais redução de emissões àquelas geradas pelo próprio setor TIC”.

 “O relatório SMARTer2030 chega seis meses antes da conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que acontece em Paris, em 2015”, destaca a secretária executiva da UNFCCC, Christiana Figueres. “O resultado em longo prazo do novo acordo considera um pico das emissões globais no prazo de dez anos e, posteriormente, uma queda dramática da curva das emissões. Este relatório enfatiza o papel crucial das TICs em ajudar a alcançar esses objetivos”.

 Os serviços baseados nas TICs também podem gerar 6 trilhões de dólares em oportunidades de receitas anuais baseadas nas TICs, e 5 trilhões de dólares em economias anuais com a redução do consumo de energia, combustível e outros recursos, de acordo com o relatório.

 O SMARTer2030 dá continuidade ao relatório de 2012 da GeSI, SMARTer2020, que calculou a redução das emissões de gases de efeito estufa e do consumo de energia. Além de identificar os benefícios dos modelos de negócios sustentáveis possibilitados pela tecnologia, o novo relatório vai além, apontando três alterações importantes que aceleram o potencial das TICs para estimular estes benefícios:

?    TICs colocam o usuário no centro das soluções, capacitando os indivíduos com serviços de e-health voltados para o paciente a aprendizagem flexível sob demanda;

?    Como o número de dispositivos conectados deverá chegar aos 100 bilhões até 2030, o potencial em promover valor ambiental e social cresce significativamente;

?    TICs estão possibilitando modelos de negócios revolucionários e rentáveis que estão separando o crescimento de carbono e a intensidade de recursos.

Peter Lacy, diretor executivo da Accenture Strategy, destaca: “Esta oportunidade de 11 trilhões de dólares mostra que o digital pode melhorar as perspectivas financeiras e de negócios para o investimento em produtos e serviços responsáveis em termos sociais e ambientais. As novas tecnologias não só estão disponíveis, mas também são capazes de melhorar diretamente a qualidade de vida das pessoas. E agora elas são capazes de fazê-lo em grande escala, permitindo que modelos de negócios sustentáveis se tornem populares e sejam uma fonte de competitividade e crescimento”.

O SMARTer2030 identifica três principais públicos de interesse e recomenda ações a serem priorizadas por eles para um futuro mais sustentável e rentável:
?    Os legisladores devem criar o ambiente político adequado. Em particular, definindo metas nacionais de emissão de CO2, reconhecendo o papel crucial das TIC, criando incentivos de investimento e novas infraestruturas para conexão e garantindo uma abordagem regulatória estável e equilibrada para as TICs;

?    As empresas devem reconhecer as oportunidades de crescimento e inovação proporcionadas pelas TICs que fazem com que os investimentos sustentáveis sejam viáveis;

?    Os consumidores devem ser incentivados a adotar soluções tecnológicas que promovam a eficiência dos recursos, tais como aquelas tipificadas pela economia de partilha.

Fonte: Assessoria de Imprensa Accenture.






Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS