BR Week mostra como ser mais eficiente

Plenária de abertura do congresso destaca melhores práticas para assegurar crescimento do varejo

Pessoas, processos e indicadores: neste tripé se baseia a eficiência no varejo. Esta foi a conclusão da sessão plenária de abertura do Brazilian Retail Week, na manhã desta terça-feira no Hotel Transamérica, em São Paulo. Mediada pelo consultor Enéas Pestana, a plenária reuniu executivos de diversos segmentos do varejo para discutir ?A Força da Eficiência ? as melhores práticas para assegurar crescimento, produtividade e a rentabilidade do varejo no Brasil?.

Para Renato Giarola, diretor executivo de proximidade do GPA, maior varejista nacional, sem processos e tecnologia o varejo não consegue ser rentável. ?Nossas lojas de vizinhança são muito pequenas, com 10 a 15 pessoas no total, e todos fazem de tudo um pouco. Para isso é preciso ter processos definidos e, se não houver tecnologia e sistemas para dar suporte, a conta não fecha?, comenta o executivo.

?Quando falamos em eficiência, falamos em processos claros, propósitos definidos e alinhamento de pessoas?, afirma Givaldo Marinho, CFO da Óticas Carol. ?Aliado a isso, precisamos ter também processos de acompanhamento muito fortes, porque contamos com uma grande rede franqueada, espalhada por todo o País e com níveis de gestão diferentes?, explica. Segundo ele, o treinamento também precisa ser constante, pelo alto índice de turnover típico do varejo.

Ações simples também podem ser bem efetivas. A rede de atacarejo Roldão, com 21 lojas em São Paulo, implementou neste ano um Café com o Presidente, que ajuda a reforçar os vínculos das equipes com a empresa. ?Contamos nossa história e isso engaja realmente. Mostramos como conseguimos chegar até aqui, mas também deixamos claro onde queremos estar daqui a alguns anos?, diz o presidente da rede, Ricardo Roldão. Segundo ele, essa iniciativa foi parte importante da redução de turnover verificada no último ano, de 60% para 35%. ?Claro que o cenário econômico delicado que vivemos influencia, mas ainda assim é uma queda significativa, que se reverte em um melhor desempenho da empresa?, explica o executivo.

Na opinião de Alexandre Guerra, presidente da rede de fast food Giraffas, o ganho de produtividade do trabalhador brasileiro é um ponto a ser atacado. ?Temos 11 lojas nos EUA e vimos lá o quanto os sistemas são voltados ao cotrole de produtividade por hora e à quantidade de pessoas utilizadas em relação às vendas geradas. São métricas que não aplicamos aqui, porque fomos criados na cultura CLT?, comenta. ?As pessoas não se preocupam em medir a produtividade da hora trabalhada, e esse é um gap que o varejo brasileiro precisa diminuir para ganhar eficiência?, afirma.

Para Roberto Chade, presidente da Dotz, olhar a eficiência do ponto de vista da otimização de custos e ativos é somente um lado da equação. ?Uma hora a possibilidade de ganhos acaba e é preciso olhar para o outro lado: como vender mais?, afirma. Nesse sentido, programas de fidelidade que identifiquem o comportamento do cliente e gerem novas oportunidades de venda são uma grande possibilidade de aumentar a eficiência das vendas?, finaliza.

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