Magazine Luiza registra queda de 88,6% no lucro

A Lú levou um banho de água fria no segundo trimestre, com queda de 4,8% no Ebtida

A Lú, personagem da rede de eletroeletrônicos Magazine Luiza, não deve estar de tão bom humor como de costume. É que o banho de água fria foi daqueles: a rede apresentou uma queda de 88,6% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado: foram R$ 3 milhões de lucro.

O resultado deve-se à queda de 10,1% nas receitas líquidas da empresa. E os recuos foram generalizados. As vendas em mesmas lojas foram 12,8% menores, as vendas em mesmas lojas físicas foram 15,1% menores e até o e-commerce apresentou recuo, de 0,4%.

O resultado negativo veio mesmo com a abertura de 26 lojas no trimestre. No acumulado do primeiro semestre, os resultados continuam ruins: queda de 87,5% no lucro líquido, resultado do recuo de 5,5% na receita líquida.

Segundo a empresa, os recuos devem-se à base de comparação elevada em relação ao segundo trimesre do ano passado; ao efeito das vendas da categoria de imagem em decorrência do evento da Copa do Mundo; e cenário macroeconômico mais desafiador.

“O lucro líquido foi influenciado pela menor diluição das despesas fixas e pelo aumento das despesas financeiras, em função da evolução significativa da taxa básica de juros no período”, disse a empresa em relatório.

Com isso, o Ebtida da empresa (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recuou 4,8% e somou R$ 126,6 milhões.

“O varejo está passando por um período de ajustes significativos na economia brasileira. Permanecemos, no entanto, confiantes na nossa capacidade de crescer, ganhar participação de mercado e melhorar a nossa eficiência operacional. Continuamos investindo e priorizando projetos estratégicos que deverão melhorar nosso modelo de negócio multicanal e aumentar a nossa rentabilidade”, disse a empresa em relatório.

A companhia encerrou junho com 762 lojas, sendo 650 convencionais, 111 virtuais e o site. No segundo trimestre, foram inauguradas três novas lojas convencionais.

As despesas com vendas totalizaram R$ 404,4 milhões, equivalentes a 19,2% da receita líquida. Ao menos neste indicador, a varejista conseguiu bons resultados, pois conseguiu reduzir as despesas com vendas em 2,7%.

Já o endividamento da empresa está alto. Em junho, a companhia apresentou empréstimos e financiamentos no valor de R$ 1,855 bilhões, caixa e aplicações financeiras de R$ 492,4 milhões – uma dívida líquida de R$ 1,3 bilhões, equivalente a 2,3 vezes o Ebtida ajustado dos últimos 12 meses.

Os investimentos, por sua vez, alcançaram R$ 37,5 milhões no trimestre, incluindo a abertura de três novas lojas, 27 reformas de lojas, investimentos em tecnologia e logística.

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