Varejo e Fórmula-1: tudo a ver

Seis lições da categoria máxima do automobilismo para quem precisa ter eficiência nos detalhes

Planejamento, execução à perfeição, obsessão por detalhes. A trajetória da equipe Mercedes na Fórmula-1 é também uma coleção de lições para o varejo brasileiro. Em sua apresentação no BR Week 2015, Dirlei Dias, gerente sênior de vendas da Mercedes-Benz no Brasil, mostrou que o varejo tem tudo a ver com a performance de Lewis Hamilton e Nico Rosberg nas pistas do mundo:

1 ? planejamento de longo prazo: a Mercedes voltou à Fórmula-1 no final dos anos 90 como fornecedora de motores. Em 2009, adquiriu a BrawnGP, equipe campeã mundial daquele ano, mas nos anos seguintes os resultados não vieram. ?O plano era dominar a Fórmula-1 a partir de 2015, o que foi alcançado com um ano de antecedência?, lembra Dias. ?Foi preciso estabelecer um plano de longo prazo para ter um caminho traçado rumo ao sucesso?, completa.

2 ? não mudar o planejamento por causa dos resultados de curto prazo: em 2010 e 2011, após comprar a equipe que havia dominado o circo da Fórmula-1, a Mercedes ficou longe das pole positions e vitórias. Nem por isso a equipe buscou atalhos. ?Problemas momentâneos surgem, mas é preciso ter sempre o olhar no objetivo final?, diz Dias.

3 ? ter as pessoas certas: a Mercedes foi buscar os melhores profissionais do mercado. O heptacampeão Michael Schumacher voltou da aposentadoria para capitanear o projeto nas pistas, retomando a vencedora dupla com Ross Brawn. ?A equipe buscou as pessoas que eram fundamentais para o sucesso naquele momento. Sem os profissionais corretos para levar o time adiante, nenhum projeto vinga?, acredita Dias. Seja nas pistas, seja no piso de vendas.

4 ? executar o plano com precisão: de nada adianta ter os melhores profissionais e estabelecer um planejamento se não houver uma execução exemplar. ?Trocar um pneu em 2,1 segundos pode fazer a diferença entre vencer uma prova e ficar fora do pódio?, exemplifica Dias. ?Eficiência na execução de cada detalhe é essencial?. Uma categoria em que a diferença do primeiro para o último é de 5% tem bastante semelhança com segmentos de mercado em que as margens de lucro são mínimas.

5 ? criar uma cultura que valorize cada pessoa da equipe: o piloto é sempre o foco da atenção da mídia, mas nos bastidores uma equipe imensa trabalha para alcançar o resultado. ?Para cada GP levamos de 110 a 140 pessoas, e cada uma delas tem uma parcela importante no resultado?, afirma Dias. ?Do mecânico que aperta uma porca ao piloto, passando pelos engenheiros e todos os demais, somente o trabalho em grupo traz a vitória?.

6 ? nova temporada, nova meta: a equipe Mercedes dominou o campeonato de 2014, mas em 2015 tudo voltou ao zero e foi preciso reconquistar a liderança. No varejo, se no dia 31 a meta foi batida, no dia seguinte tudo recomeça e a nova meta precisa ser alcançada.

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