8 dicas para comprar a casa própria sem fazer dívidas

Especialista dá dicas para que os futuros proprietários façam um planejamento financeiro que não exceda a renda familiar

O financiamento imobiliário é uma realidade para a maior parte dos brasileiros que desejam adquirir a casa própria. Por isso o diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em São Paulo, Alexandre Naves Soares, dá algumas dicas para que isso aconteça sem comprometer a renda da família.

1. Anos de prestação

Todos os membros da família estejam cientes de que por 20, 30 anos, terão uma prestação todo mês. ?É preciso ter a certeza de que a prestação caberá no orçamento financeiro. Afinal, a pessoa estará contraindo uma dívida de valor elevado, que deverá ser honrada mensalmente?, destaca.

 

2. Aplicações

Para quem não tem de arcar com aluguel, como jovens que ainda moram com os pais, uma ótima alternativa é aplicar o valor da prestação do financiamento em qualquer tipo de investimento conservador. ?Assim, em sete ou oito anos, poderá comprar a casa à vista e não pagar juros. É preciso entender que o dinheiro aplicado rende juros, enquanto que no financiamento se paga juros?, aponta Soares.

 

3. Tudo na ponta do lápis

Tudo deverá ser colocado na ponta do lápis para não desequilibrar o orçamento, até para que não se perca o foco no objetivo maior, que é a aquisição do imóvel. Por isso, os especialistas sempre orientam um planejamento financeiro. ?Isto porque, se o imóvel estiver pronto, é necessário uma parcela razoável de entrada. Adquirindo na planta, além de suas atuais despesas de moradia (como aluguel), inclui-se os pagamentos para a construtora.?

 

4. Poupança

O mais indicado é que esse planejamento comece com uma poupança, para dar uma boa entrada. ?Além disso, nunca comprometer em prestação mais do que 20% da renda bruta familiar são as principais dicas nesse caso. Na hora da compra, é importante ler com atenção o contrato que está sendo assinado?, ressalta Soares.

 

5. Compra à vista

Paralelamente, é necessário saber qual modalidade de aquisição será escolhida. A melhor delas, obviamente, é a compra à vista, segundo o diretor executivo do escritório de representação da ABMH Sorocaba, Ricardo Pereira Chiaraba. ?Para realizar tal hipótese, a pessoa deve procurar fazer uma poupança durante alguns anos e, então, usá-la para a compra do imóvel. A complementação da poupança pode ser obtida com o saque de eventual conta do FGTS.?

 

6. Imóvel na planta

Se a opção escolhida for a aquisição de imóvel na planta, por intermédio de construtoras, é firmado um contrato de promessa de compra e venda, no qual o preço do imóvel é dividido em parcelas durante a construção até a entrega do habite-se, como explica. ?Normalmente, em prazos de até 36 meses ou à vista.?

 

7. Condomínio

Há, ainda, o sistema de condomínio, no qual um grupo, por exemplo, de funcionários públicos, se reúne para comprar um terreno e contratar uma construtora para erguer um prédio, como conta Ricardo Chiaraba. ?A obra, neste caso, vai ser tocada conforme as disponibilidades de caixa do condomínio, podendo ser paralisada caso haja algum revés econômico.?

 

8. Consórcio

Na modalidade de consórcio habitacional, outra opção, as pessoas pagam parcelas mensais por um prazo pré-determinado. ?E são contemplados (por lance e/ou sorteio), mensalmente, para receber um valor pré-determinado, por meio de uma carta de crédito, que seja suficiente para a compra da casa própria?, explica o diretor executivo do escritório de representação da ABMH em Sorocaba.

 

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