Cresce 9,57% o número de empresas inadimplentes

Resultado de julho foi o maior desde 2013, quando indicador chegou a 11,28%, segundo CNDL

O volume de empresas com dívidas atrasadas sobe 9,57% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse é a maior variação anual desde julho de 2013, quando o indicador chegou a 11,28%.

Os dados são calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (24).

Considerando a passagem de junho para julho deste ano, sem ajuste sazonal, houve crescimento de 1,78% na quantidade de empresas com dívidas atrasadas por mais de 90 dias.

De acordo com o levantamento, a quantidade de dívidas atrasadas em nome de pessoas jurídicas também subiu: 9,83%, em relação a julho de 2014.

Na comparação com junho deste ano, o número de empresas com dívidas mais recentes (com atraso de até 90 dias) cresceu 11,83%.

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, os dados mostram a dificuldade crescente dos empresários em pagar suas pendências nos últimos meses. ?Isso está relacionado à atual conjuntura econômica de baixo crescimento, quedas da produção industrial, além de inflação e juros em patamares elevados?, explica.

O estudo indica aumento de empresas inadimplentes em todos os ramos da economia, mas o maior crescimento foi no setor de serviços, composto principalmente por bancos e financeiras (14,11%, na comparação anual). Seguido das indústrias (10,24%), comerciantes (8,75%) e das empresas do ramo da agricultura (7,06%).

No entanto, o comércio sozinho concentra 49,38% do total de empresas devedoras. Já entre os setores que deixaram de receber os valores que lhes são devidos, o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (instituições responsáveis por conceder empréstimos e linhas de financiamento), concentrando 70,58% de todas as dívidas de pessoa jurídica no País.

A região Sudeste lidera a inadimplência no Brasil com 45,41% do total de empresas inadimplentes. Seguida pelo Nordeste (19,80%) e Sul (17,12%). A economista esclarece que a o Nordeste aparece em destaque, em parte, em razão do crescimento acelerado que a região apresentou nos últimos anos.

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