Intenção de tomar crédito melhora entre as MPES

Apesar da leve alta em agosto, desejo de contrair crédito segue em baixa

A intenção de tomar crédito entre as Micro e Pequenas empresas nos próximos três meses registrou registrou melhora em agosto, ao registrar 13,85 pontos, na comparação com julho, quando era 10,75 pontos, segundo pesquisa divulgada hoje (21) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Apesar disso, o valor ainda está baixo na escala que varia de zero a 100. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados para os seus negócios.

Ou seja, a propensão dos empresários para contrair crédito está menor muito por conta das condições econômicas e políticas do País.

“Sem boas perspectivas com os rumos da economia, os empresários estão reticentes para assumir compromissos financeiros de longo prazo. Muitos empreendedores recorrem aos recursos do próprio bolso como alternativa aos empréstimos e financiamentos em bancos, já que os juros estão elevados e a demanda do consumidor segue baixa”, explicou, em nota, o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Segundo a pesquisa, apenas 10,3% dos empresários tem a intenção de buscar crédito no intervalo de 90 dias. E a formação de capital giro é um dos principais motivos (58,5%), seguida pela compra de equipamentos e maquinário (30,5%), compra de insumos e formação de estoque (23,2%), reforma da empresa (18,3%) e o pagamento de dívidas (17,1%).

Segundo a pesquisa, quatro em cada dez (39,4%) empresários consultados consideram que nos dias de hoje está “difícil” ou “muito difícil” conseguir credito no Brasil – em julho eram 32,9%. Dentre o universo de empresários pessimistas, 40,3% apontam a burocracia como a razão principal do impedimento e outros 36,5% culpam as altas taxas de juros praticadas no mercado. Há ainda os empresários que reclamam do critério aplicado pelos bancos ao exigir um faturamento mínimo para a concessão de crédito (9,8%).

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