O futuro que queremos e o que podemos

O Consumidor Moderno Experience Summit mostrou que o futuro depende em larga margem de nossas atitudes no presente

Por: - 4 anos atrás

 

Por Jacques Meir* – diretamente de Barcelona – especial para o Consumidor Moderno Experience Summit 2015

 O workshop sobre megatrends do Consumidor Moderno Experience Summit 2015 prosseguiu na terça-feira com diversas provocações e reflexões que entusiasmaram os executivos participantes. Todos os presentes, em seus grupos formados no dia anterior, evoluíram no trabalho de utilizar as técnicas de construção de cenários com base nas megatrends propostas pelo CIFS – Copenhagen Institute for Futures Studies – propondo ações estratégicas e mapeando as incertezas que mais poderiam afetar a realidade do País nos próximos dias.

Antes desse exercício, Peter Krønstron, head Latam do CIFS mostrou que os estudos futuros são um instrumento valioso de “destruição criativa”, no melhor estilo proposto por Joseph Schumpeter. “É uma forma das empresas pensarem sobre a perenidade do próprio negócio, vislumbrando alternativas para as atividades e a geração de valor”, disse o futurista. Peter propôs uma reflexão com base em diversas incertezas, a partir da teoria de mapeamento das incertezas proposta pelo matemático americano John Nasbitt. Ele mostrou o que representará um mundo com nove bihões de pessoas em 2050 e como será possível alimentar a todo esse contingente e mais: como disponibilizar água potável para essa população. “A produção agrícola cresce em média 1,5% ao ano. Para servir a nove bilhões de pessoas, terá de crescer 7% até 2050”, ilustra o futurista.

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Consumidor Moderno Experience Summit – mergulho no futuro

Diversas incertezas climáticas, demográficas, tecnológicas e de saúde – como o incessante e acelerado desenvolvimento da medicina – foram abordados durante o workshop, proporcionando aos executivos diversos fatores de análise e de abertura de possibilidades para pensar sobre o futuro. São Paulo, por exemplo, foi apontada como uma das cidades mais bem posicionadas para o futuro do mundo nos próximos 30 anos. Segundo estudos do CIFS ela é uma grande aglutinadora de tendências, uma metrópole líquida que é resistente a crises e que permite aos executivos lidar com qualquer adversidade onde quer que seja – “Fez em São Paulo, faz em qualquer lugar”, enfatiza Peter.

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O workshop foi finalizado com a apresentação dos grupos de quatro megatrends, com ações estratégicas e incertezas derivadas voltadas para o entendimento e as possibilidades do futuro do país. Foram 14 apresentações rápidas que mostraram a urgência do País alinhar-se com uma realidade em mudança contínua, a necessidade imperativa de reformas da previdência, a compreensão do impacto do envelhecimento da população, do fechamento do bônus demográfico, das necessidades de sustentabilidade e da ascensão da sociedade do conhecimento e da substituição da noção de posse pelo acesso. Mais do que tudo, a incrível energia representada pela megatrend “aceleração”, que faz com que o ciclo de mudanças seja cada vez mais rápido.

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Consumidor Moderno Experience Summit – mergulho no futuro

O Consumidor Moderno Experience Summit mostrou que o futuro depende em larga margem de nossas atitudes no presente. Mostrou que somos atores e indutores do futuro e que está em nossas mãos muito do que o futuro pode vir a ser. O mundo orientado ao curto prazo infelizmente não se alinha com as tendências que estão se impondo em conjunto, de forma sinérgica e acelerada.

*Jacques Meir é Diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão.

 

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