O uso dos meios de pagamentos no Brasil

Pesquisa revela a percepção dos comerciantes brasileiros sobre os meios eletrônicos de pagamento e dinheiro

A Tendências Consultoria apresenta os resultados da pesquisa, encomendada pela MasterCard, que revela a visão dos comerciantes brasileiros em relação ao dinheiro e aos pagamentos eletrônicos bem como as perspectivas e oportunidades diante do atual cenário. Para chegar aos resultados foram entrevistados 610 gestores de todo o Brasil.

Dentre as principais constatações, 91% dos comerciantes afirmaram que a aceitação do cartão de débito no estabelecimento aumenta o volume de vendas e atrai mais clientes, 82% enfatizam que a aceitação incentiva o aumento de tíquete médio, enquanto 93% concordam que os cartões agregam mais valor à venda, ou seja, existe uma percepção de que o uso de meios eletrônicos incrementa os negócios e a rentabilidade dos estabelecimentos.

De fato, as respostas demonstram que a média do valor das transações para débito e crédito podem ser 16% e 67% maiores comparadas ao dinheiro. ?Em um cenário de retração no consumo, oferecer modalidades de pagamento que permitam flexibilizar o pagamento para o consumidor final é essencial para o varejo?, avalia Alexandre Brito VP Desenvolvimento de Aceitação e Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul.

Custo do dinheiro

A aceitação do cartão foi registrada como sinônimo de segurança, rapidez e agilidade no negócio. Entre os comerciantes pesquisados, 91% relatam que as transações em dinheiro aumentam suas preocupações com segurança e, por causa disso, 67% acreditam que os caixas preferem pagamentos feitos com o plástico a dinheiro. 55% dos lojistas indicam que as filas dos caixas seriam mais rápidas com a adoção de cartões. Além de mais segurança, o pagamento com cartão aumenta a comodidade do consumidor e dos funcionários do estabelecimento.

Para 62% dos comerciantes pesquisados, a aceitação de cartões reduz custos quando comparada à operação em dinheiro: 70% dos entrevistados declaram ir ao banco 1 a 3 vezes por semana, e 33% têm um funcionário dedicado para lidar com o dinheiro. Além disso, 41% dos estabelecimentos já foram vítimas de assalto nos últimos três anos, e 25% das empresas contrataram seguro contra furto e roubo.

Os entrevistados entendem que gastariam menos com seguro em caso de menor manuseio do dinheiro. Estes constituem parte dos custos ocultos do uso de espécie nas transações, que muitas vezes não são percebidos pela sociedade. Esta é mais uma instância em que o uso do cartão traz claras vantagens ao estabelecimento.    

Segundo o executivo da MasterCard, os gestores dos pequenos e médios negócios entendem os benefícios da aceitação dos pagamentos eletrônicos como um caminho sem volta. ?Dinheiro físico é caro, e sua produção vai muito além do custo de impressão, distribuição e entrega. Muitas vezes estes custos não são percebidos pelas pessoas de forma consciente. Estudos da MasterCard apontam que essa movimentação pode consumir até 1,5% do PIB de um país. O dinheiro também se torna caro à medida que está atrelado aos custos de fuga de impostos, corrupção, atividade ilegais e em custos sociais?.

?No Brasil, atualmente 3 milhões de estabelecimentos aceitam pagamentos eletrônicos com potencial de dobrar nos próximos cinco anos. Mesmo assim, ainda haverá oportunidades no mercado dado que existem 17 milhões de estabelecimentos, entre formais, informais e micro empreendedor individual. Ao incorporar estes estabelecimentos, a indústria estará gerando uma série de benefícios à sociedade, sobretudo inclusão social, por meio da inclusão financeira da população não bancarizada?, analisa Alexandre Brito VP Desenvolvimento de Aceitação e Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul.

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS