7 cidades que abrem caminho para a mobilidade

Menos espaço para os carros: esta é sem dúvida uma das maiores transformações pelas quais algumas cidades do mundo já passam 

Por: - 4 anos atrás

 
Em muitas cidades, hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres, os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.

Por enquanto, pelo Brasil se mantêm os argumentos para o uso intenso de carros, seja porque o transporte coletivo é inseguro e ineficaz ou porque há superlotação. Mas será mesmo só isso ou ainda o carro no Brasil exerce um poder de status social que a população brasileira não deseja perder? 

Até que alguma coisa mude, temos pelo menos estas inspirações.
 
1. Madri, Espanha
Madri proibiu os automóveis em certas ruas do centro da cidade, e durante janeiro, a região peatonal se amplia  ainda mais. Essa zona se estende por mais de um quilômetro quadrado, permitindo que os moradores possam entrar com seus carros. Porém, que não mora na região recebe uma multa de US$ 100.

Esse é um dos primeiros passos de um plano mais amplo para tornar o centro de uso exclusivo peatonal dentro dos próximos cinco anos.  Em 2015 Madri restringirá o acesso de automóveis em 352 hectares de seu centro;

2. Paris, França
No ano passado, Paris teve um dos episódios mais críticos de poluição do ar na historia. Como resposta a este problema, restringiram os carros por alguns dias e ofereceram transporte público de graça durante o estado de emergência. A poluição foi reduzida em 30% e graças a esta medida, a cidade propõe diminuir o uso do carro. As pessoas que não moram no centro da cidade não podem entrar de carro durante o final de semana.

Existe esta medida e os planos ?Zona de encontro? (zonas de total preferência a ciclistas e pedestres com velocidade máxima de 20 Km/h) e ?Zona 30? (zonas de velocidade máxima de 30 km/h). Para 2020 está previsto duplicar as ciclovias na cidade. Em 2001, 40% dos parisienses não eram proprietários de carro. Hoje 60% não possui carro;

3. Chengdu, China
Uma nova cidade satélite no sudoeste de China foi desenhada especialmente para pedestres e para não precisar de carro, pois todos os serviços necessários se encontram a 15 minutos de caminhada.
O plano, desenhado pelos arquitetos Adrian Smith e Gordon Gill, não proíbe os carros completamente, mas só a metade das ruas permitirá veículos motorizados. A cidade estará bem conectada com outros municípios, mas a ideia principal é que de uma população prevista de 80 mil pessoas, a maioria delas seja capaz de ir caminhando para o trabalho;
 
4. Hamburgo, Alemanha
Hamburgo torna cada vez mais fácil uma vida sem carro. Uma nova ?rede verde? que estará completamente terminada nos próximos 15-20 anos, conectará os parques de toda cidade para ser possível chegar a eles caminhando ou de bicicleta. A rede cobrirá 40% do espaço da cidade. O plano é eliminar o uso do carro em nos próximos 20 anos;
 
5. Helsinki, Finlândia
Helsinki espera muitos novos residentes nas próximas décadas, só que a regra será que quanto mais residentes a cidade receber, menos carros serão permitidos. Um novo plano estabelece um design urbano que transforma cidades satélite dependentes do carro em comunidades densas, caminháveis e vinculadas ao centro.

Um novo aplicativo para smartphones está sendo testado. Ele permitirá aos cidadãos pegar facilmente um carro compartilhado, uma bicicleta compartilhada ou um taxi compartilhado e também será possível encontrar o trem ou ônibus mais próximo. Helsinki espera que daqui a uma década seja completamente desnecessário ter um carro;

6. Milão, Itália
Milão está testando uma nova forma de manter os carros fora do centro da cidade prometendo aos condutores que se deixarem seus carros em casa, serão recompensados com bônus gratuitos de transporte público. Por meio do sistema de localização  de carros, será possível saber se o carro foi usado para ir para o trabalho ou não e, assim, por cada dia que o automóvel ficou em casa, é enviado ao condutor um vale do mesmo valor que uma passagem de transporte público;
 
7. Copenhague, Dinamarca
Há 40 anos, o trânsito era tão ruim em Copenhague como em qualquer outra cidade. Hoje, mais da metade da população vai para o trabalho de bicicleta. A capital dinamarquesa começou a introduzir áreas de pedestres na década de 1960 no centro da cidade. As zonas livres de carros se estenderam lentamente por toda cidade nas décadas seguintes. 

Além de muitos quilômetros de ciclovias, construíram novas ?bicipistas? (estradas de alta velocidade para bicicletas) para chegar nas cidades satélite. Copenhague possui uma das taxas mais baixas de proprietários de carros na Europa.

 
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