Quais são os impactos ambientais de um smartphone?

Poderíamos tomar 850 banhos com a mesma quantidade de água utilizada na produção de um único aparelho

 
Com tantos atrativos, a indústria de smartphones cresce rapidamente e lança funcionalidades “essenciais” em uma enxurrada de novos aparelhos. Mas eles não duram muito, pois a obsolescência é muito bem programada pelos fabricantes – como tantos celulares seriam vendidos se os aparelhos tivessem longa vida útil funcionando perfeitamente? Assim, após um certo período, os smartphones começam a apresentar defeitos diversos.

Se muitos “computadores de bolso” são produzidos anualmente, todos eles deixam rastros no planeta, pois requerem matérias-primas que são extraídas de diversas partes da natureza e o processo de fabricação possui pegadas (ecológica ou ambiental, hídrica e de carbono) bastante significativas.

Dentre os diversos recursos extraídos do meio ambiente para a produção de um smartphone, destacam-se minerais como lítio, tântalo e cobalto, além de metais raros, como a platina, o que intensifica a pegada global em 18 m² de solo, 12.760 l de água e 16 kg de emissões de carbono.

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em um banho econômico de chuveiro elétrico, utilizamos aproximadamente 15 litros de água. Portanto, poderíamos tomar 850 banhos com a mesma quantidade de água utilizada na produção de um único smartphone.
 
Outro ponto impactante ao meio ambiente são os elementos de terras raras que são utilizados para a fabricação de imãs, baterias, luzes de LED, alto-falantes, placas de circuito impresso e telas de vidro polido. O mercado mundial desses elementos é dominado pela China que, ao extrai-los, causa um forte impacto ao meio ambiente. 

Os resíduos de sua extração incluem o arsênio, bário, cádmio, chumbo, fluoretos e sulfatos – a partir de uma tonelada de minério, 75 mil litros de efluentes ácidos são gerados, além de uma enorme quantidade de efluente gasoso e pouco menos de uma tonelada de resíduos radioativos.

O estanho é outro elemento de grande devastação ambiental e que está presente nos smartphones. Segundo a Friends of the Earth, a ilha de Bangka, na Indonésia, que fornece um terço da oferta mundial de estanho, sofre muito com esta mineração; além da prática causar fortes consequências ambientais ao meio ambiente local, destruindo florestas costeiras, contaminando a água potável, degradando o solo, danificando os recifes de corais e afetando populações de peixes. Além disso, a extração manual do estanho tem causado altas taxas de mortalidade e de ferimentos horríveis para os trabalhadores envolvidos.

A Trucost, empresa que calcula os custos ocultos do uso insustentável dos recursos naturais, obteve dados referentes às pegadas do smartphone. As embalagens foram responsáveis por mais de 50% da pegada ambiental de um smartphone; já as matérias-primas, como colas e plásticos, excluindo a mineração e as embalagens, foram responsáveis por mais de 39% da pegada. 

A fabricação dos componentes e a montagem do smartphone representaram a maior pegada hídrica de todo o processo, com aproximadamente 40% da água total gasta no processo – desses 40%, praticamente 95% são de água cinza, usada para diluir os seus poluentes.

Assista a animação abaixo que fala sobre a obsolecência dos aparelhos.
 
Fonte: Ecodesenvolvimento. 





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