Magazine Luiza tem prejuízo de R$ 19 mi

A Lú está tentando entender: no terceiro trimestre, varejista reverte pequeno lucro. Entenda

A rede de eletroeletrônicos Magazina Luiza fechou o terceiro trimestre com prejuízo de R$ 19,1 milhões, segundo anunciou a varejista, depois de um lucro de R$ 3 milhões no trimestre anterior.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a rede reverteu um lucro de R$ 42,1 milhões. A queda, segundo a varejista é “reflexo do desempenho de vendas, menor diluição de despesas operacionais”. Nos nove meses do ano, o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 13,2 milhões.

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A queda veio devido à queda de 13,2% nas receitas brutas, que fecharam o trimeste em R$ 2,4 bilhões. As vendas de mercadorias têm participação nessa queda, pois apresentou recuo de 13,7%.

O recuo nas vendas deve-se, segundo a varejista, a uma forte base de comparação (crescimento de 15,7% no terceiro trimestre do ano passado), e a um cenário macroeconômico mais desafiador com uma acentuada queda da confiança do consumidor.

As vendas no conceito mesmas lojas – aquelas abertas há mais de um ano – apresentaram uma redução de 15,9%, reflexo da queda de 21,2% nas vendas mesmas lojas físicas.

A queda na contratação de serviços financeiros oferecidos pela rede também afetaram os resultados. “Devido ao conservadorismo da Luizacred, a redução nas vendas de CDC afetaram a performance das lojas físicas em 4,8 pontos percentuais”, disse a varejista.

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Apesar dos resultados negativos, a Magazine Luiza conseguiu reduzir as despesas gerais, administrativas e com vendas, que fecharam o trimestre em R$ 521,9 milhões, um pouco menores que os R$ 528,9 milhões do mesmo período do ano passado.

Além disso, o e-commerce ganhou ainda mais destaque na empresa, pois as vendas nesse canal cresceram 9,2%, para R$ 531,2 milhões – agora, o e-commerce da empresa representam 22% das vendas totais.

A empresa fechou o trimestre com 780 lojas, sendo 114 lojas virtuais – a Magazine Você -, o e-commerce da varejista e 665 lojas convencionais. E segue otimista com os próximos meses.

“O varejo, assim como diversos setores da economia brasileira, está passando por um período de adequação. Permanecemos, no entanto, confiantes na nossa capacidade de crescer, ganhar participação de mercado e melhorar a nossa eficiência operacional. Continuamos investindo em projetos estratégicos que fazem parte da nossa transformação digital, e que deverão melhorar nosso modelo de negócios e aumentar a nossa rentabilidade”, disse a empresa em relatório.

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