Gato preto: sorte, não azar

Superstições antigas relacionadas à sexta-feira 13 ainda fazem os bichos sofrerem maus tratos

Hoje é sexta-feira 13. O dia, considerado de azar, é temido por muitos supersticiosos. No entanto, ninguém teme mais a data do que os protetores de animais, por um único motivo: é o dia em que muitas pessoas judiam dos gatos pretos.

Basta entrar nas redes sociais para ter uma mínima noção: qualquer página de proteção animal está em polvorosa com fotos e avisos sobre cuidados com os bichanos. Há, inclusive, restrição ? ou mesmo bloqueio ? para a adoção destes gatos em dias como este.

Vale lembrar que, há pouco tempo, foi dia 31 de outubro, Dia das Bruxas, outra data em que os gatos pretos são bastante visados. Há, além do medo de maus tratos nas ruas, muito receio de que os bichos sejam usados para rituais de magia negra.

Os donos de gatos pretos, em geral, costumam alegar que os bichos trazem boa sorte. Se não, no mínimo, entregam muitos ronrons e muito carinho.

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Foto: AnnalA/ Shutterstock

Mas, afinal, qual é a origem dessa superstição?

Como pode um bicho tão pequeno ? e carinhoso ? trazer qualquer tipo de má sorte? Tudo começou na Idade Média, quando se acreditava que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais. Muito devido aos seus hábitos noturnos, mas também pela cor, geralmente associada às trevas. No século XV, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir os gatos pretos na lista de seres hereges perseguidos pela Inquisição, por serem acusados de estarem associados a maus espíritos e, por isso, muitos acabaram sendo queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria.

Sagrados

No entanto, em outras culturas os gatos pretos chegaram a ser venerados. Na Pérsia antiga, por exemplo, havia a crença de que quando se maltratava um gato preto, era a mesma coisa que maltratar um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua passagem na Terra.

No antigo Egito, gatos em geral eram cultuados como deuses, inclusive merecendo os mesmos ritos fúnebres que os seres humanos, sendo embalsamados e sepultados.

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Rita Kochmarjova/ Shutterstock

Sexta-feira 13, a origem

Tudo indica que as superstições acerca da data tenham começado a partir de duas lendas da mitologia nórdica. Uma delas conta que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, também. Segundo a lenda, ele armou uma briga e Balder, o favorito dos deuses, morreu. Portanto, ?reza? a superstição que convidar 13 pessoas para um jantar não traz boa sorte.

Na segunda lenda, conta-se que a deusa do amor e da beleza era Friga (seu nome originou a palavra Friday, sexta-feira em inglês). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa e, como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio e os outros 13 ficaram rogando pragas aos humanos.

No Tarô, a carta de número 13 representa a Morte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo e o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio.

Doença

Às vezes, o medo é tanto, que vira doença. Triscaidecafobia é o nome do medo irracional e incomum do número 13. A fobia específica da sexta-feira 13 é chamada de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. Há quem tenha tanto medo do número 13 que existem prédios em que não há um 13º andar, por exemplo.






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