7 passos para entender melhor os rótulos dos alimentos

Que eles podem ajudar na saúde, não há dúvidas. Mas é preciso saber se eles são realmente saudáveis ou não

Por: - 4 anos atrás

 
Escolher um alimento precisa de atenção e, no caso dos alimentos industrializados, os rótulos são a principal fonte de informação para que você conheça o que está levando para casa.

Prazo de validade, forma de conservação, tabela nutricional e a lista de ingredientes são informações extremamente relevantes para fazer boas escolhas. 

Mas, muitas vezes, ler todas essas informações é um grande desafio. Letras pequenas, nomes complicados e a correria do dia a dia podem impedir uma análise mais cuidadosa.

Por isso, confira abaixo sete dicas que podem te ajudar a compreender melhor alguns itens.

1.  Os  ingredientes estão listados em ordem decrescente.  Dessa forma,  o primeiro, o segundo e o terceiro item da lista são os que estão em maior quantidade no produto;

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2.  Se você busca consumir produtos sem açúcar, é bom ficar atento, pois este ingrediente pode estar escondido atrás de outros nomes diferentes, como glicose, xarope de milho ou xarope de glucose,  o açúcar mascavo, maltodextrina. Todas essas substâncias são tipos de açúcar;

3. Fique atento aos ingredientes integrais. Exemplo: alguns pães têm como principal ingrediente a farinha comum enriquecida com ferro e ácido fólico. Embora a legislação permita que o produto tenha escrito no rótulo integral, na verdade ele não tem tanta farinha integral assim. Um produto integral deve ter como primeiro ingrediente  a  ?farinha integral?;

4.  Produto deve ter, pelo menos, 25% de redução de algum nutriente ou das ?calorias? em comparação com os similares do mercado ou com outra versão dele mesmo. Segundo a legislação vigente, o rótulo deve apresentar o termo ?light?, seguido da informação de quanto foi a redução e sobre qual nutriente a informação se refere. Ex: Light ? 30% menos açúcares; Reduzido em sódio ? 28% menos sódio.

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Entretanto, às vezes a versão ?original? pode conter muito sódio, gordura ou açúcar, e,  consequentemente,  a versão light não representará  uma redução expressiva do prejuízo.

Outro exemplo comum é com relação aos alimentos que ?não contém açúcares?, apesar da redução, é possível que sua composição tenha quantidades elevadas de gorduras saturadas e sódio;
5. No produto diet o componente é totalmente retirado,  podendo  ser extraído  qualquer nutriente e não necessariamente o açúcar. Fique atento, porque nem tudo que é diet faz bem. Isso vai depender do que se usa no lugar do ingrediente que foi tirado. Por exemplo, é muito comum produtos diet sem açúcar ter grande quantidade de adoçantes artificiais e gorduras para compensar a falta do açúcar;

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6. Recentemente começou a aparecer no mercado muitos alimentos que não contém glúten. Cabe esclarecer que o glúten é uma proteína natural do trigo, da cevada e do centeio. Ela não faz mal pra todo mundo, a não ser em casos de alergia ou para quem tem doença celíaca ? que é uma inflamação do intestino que aparece quando a pessoa come alimentos com glúten. Por essa razão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ? Anvisa exige que as empresas informem nas embalagens se o produto ?CONTÉM / NÃO CONTÉM GLÚTEN?;

7. A informação no rótulo deve ser clara, de fácil compreensão e em português. Não pode ter elementos que gerem confusão ou que possam  enganar o consumidor e não pode ser apresentada de forma que incentive o consumo excessivo de determinado alimento, sugerindo que seja nutricionalmente completo. O consumidor também deve conferir na embalagem do produto se contém os dados do fabricante, como a razão social, CNPJ, endereço e SAC.

 
*Via Portal do Consumidor.