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Brasileiro se rende ao entretenimento digital e segmento fatura milhões apesar de recessão econômica

O brasileiro está optando cada vez mais por formatos digitais na hora de se entreter. Nos últimos quatro anos, o consumo de entretenimento digital no Brasil cresceu de 28% em 2011 para 34% em 2015, aponta o estudo Generation Hashtag, conduzido pela consultoria global Bain & Company. A categoria abrange músicas vídeos e games que surgiram exclusivamente nesse formato, incluindo serviços de streaming, como o Spotify e o Netflix.

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Para Frederic Declercq, sócio da Bain & Company, os consumidores do País apresentam um comportamento de consumo de entretenimento digital bastante peculiar, em comparação com o dos demais países. ?Um dado interessante que apuramos é que o brasileiro tem uma disposição igual ou maior a compartilhar dados pessoais para receber recomendações personalizadas do que em outros lugares que pesquisamos?, comentou o sócio em nota.

O ano de 2015 foi marcado por crises políticas e econômicas que geraram recessão e instabilidade. Em decorrência destas condições, poucos setores e segmentos da economia brasileira conseguiram encerrar o período com balanço positivo, e o entretenimento on-line é um deles.

Mesmo com esse cenário, o Betmotion ? maior site de jogos e apostas online ? faturou US$ 14 milhões, crescimento de 125% em relação a 2014 e a expectativa é de que os negócios continuem em alta, alcançando a marca dos 25 milhões de dólares ao final de 2016.

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“Estamos apostando no crescimento do nosso negócio, principalmente em países como México, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Colômbia, Peru e Argentina”, comemorou em nota Leonardo Baptista, CEO da plataforma de jogos, sobre as expansões planejadas para 2016.

A maior fatia de mercado do Betmotion está nas apostas esportivas e torneios profissionais de pôquer, esporte tido como carro-chefe da plataforma, que movimenta aproximadamente US$ 1 milhão por dia. Baptista atribui o sucesso do site de entretenimento à maior procura por dinheiro rápido e a fidelização de clientes. “Num momento de crise, onde as pessoas precisam de dinheiro rápido, investimos no bom atendimento e no fácil acesso para fidelizar nossos clientes. Muitos passam a ser jogadores profissionais e lucram mais de 1.500 reais/dia”, conclui o CEO.

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