Compras de última hora agitam o Natal

Mais da metade deve comprar presente na semana que antecede a data

Mais um Natal se aproxima e alguns brasileiros não perdem o velho costume de deixar tudo para a última hora. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 19,6 milhões de pessoas pretendem comprar os presentes apenas uma semana antes do Natal, o que corresponde a 14,3% de consumidores que têm a intenção de presentear alguém neste fim de ano. A pesquisa também mostra que apenas 4,3% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas, preferindo aproveitar as liquidações de início de ano.

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“Muitos consumidores deixam para comprar os presentes nesta semana por causa do recebimento da segunda parcela do 13º salário. Mas se o consumidor deixa para comprar muito em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços e, consequentemente, gasta mais. Sem mencionar o risco dele não encontrar o produto desejado e ter que optar por algo mais caro, comprometendo o orçamento”, explicou em nota Marcela Kawauti economista-chefe do SPC Brasil.

Gasto médio diminuiu
Neste ano, por causa da crise econômica e do aumento do desemprego, o gasto médio do presente de Natal recuou de R$ 125,22 em 2014 para R$ 106,94 em 2015, o que representa uma queda de 22% já descontada a inflação acumulada no período. Ainda assim, mais da metade (53,2%) dos entrevistados disseram ter a expectativa de ganhar presentes neste Natal. Os itens mais desejados são roupas (63,9%), calçados (41,0%), perfumes e cosméticos (39,1%), acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (25,3%), celulares (21,9%) e livros (21,3%).

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Eu mereço: 63% dos brasileiros vão comprar presentes para si próprio
A pesquisa mostra ainda que os brasileiros também tem intenção de comprar algo para si mesmo. Segundo a pesquisa, 63,0% dos entrevistados pretendem comprar presentes para si neste Natal. Entre as principais razões, estão o sentimento de merecimento (50,5%) e a oportunidade de comprarem algo que estão precisando (37,3%). Entre os entrevistados que não pretendem comprar presentes para si (21,4%), as questões relacionadas à falta de dinheiro (11,1%) e incertezas com relação ao próximo ano (10,1%) chamam a atenção.

De acordo com a pesquisa, cada entrevistado deve comprar, em média, dois presentes para si, sem variação significativa entre as classes sociais. Em relação ao valor médio gasto esses presentes, houve um aumento significativo, passando de R$ 130,34 no ano passado para R$ 172,96, ou seja, um aumento de 21,19%, levando em conta a inflação do período. Esse valor é superior ao valor pretendido para o presente de outras pessoas, que é de R$ 106,94. 55% dos entrevistados ainda não sabem quanto irão gastar com presentes para si mesmos.

Eles querem quase as mesmas coisas
A lista de produtos que os entrevistados pretendem comprar para si são semelhantes aos que elas desejam receber de outras pessoas e apresentam percentuais parecidos com os do ano passado: roupas (60,6%), calçados (46,1%) e perfumes (20,2%). Apenas acessórios, celulares, viagens e tablets apresentaram queda significativa quando comparados a 2014. Para os especialistas do SPC Brasil, o fato desses itens mais caros terem sido menos citados neste ano pode estar relacionado à crise econômica e à cautela do brasileiro em gastar neste Natal.

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