Para onde vai o 13º salário do brasileiro?

Núcleo de Estudos e Tendências da Atento aponta o que a maioria dos brasileiros farão com seu 13º salário

Por: - 4 anos atrás

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O Núcleo de Estudos e Tendências da Atento, uma das empresas líderes mundiais de gestão de clientes e terceirização de processos de negócios (CRM/BPO), realizou uma pesquisa com 2.432 colaboradores, na faixa etária de 18 a 60 anos, em diferentes regiões do País, com o objetivo de conhecer os impactos do atual cenário econômico na utilização do 13º salário e nos hábitos de consumo de Natal.

O levantamento revelou que a maioria da população, 47%, irá utilizar o salário extra para pagar dívidas; 15% para quitar despesas de início de ano (IPTU/IPVA e materiais escolares); e 3% já gastou o salário extra, com antecipação ou empréstimos. Entre os demais, 8% pretendem poupar e 10% pagar as prestações ou reformar da casa própria. Esse resultado demonstra que a crise econômica preocupa os lares dos brasileiros, interferindo inclusive nos planos para o Natal, uma vez que apenas 15% da amostra utilizará o benefício do 13º para comprar presentes de Natal.

Dos entrevistados que aproveitarão para realizar o pagamento de débitos, 26% afirmam que o descontrole financeiro foi a principal causa do endividamento. Entre os outros motivos detectados, 23% atribuíram os problemas nas finanças à diminuição da renda familiar; 17% apontaram a crise econômica do país; 10% motivos inesperados (como morte ou divórcio); 8% ao fato de terem ficado desempregados e 5% diz que se endividou por empréstimos em nome de terceiros. Os 10% restantes preferiram não revelar a razão das dívidas. Foi identificado também que 25% dos entrevistados está há 30 dias com a pendência financeira; 11% há 180 dias; 20% de 31 a 60 dias; 10% de 61 a 90 dias; 11% de 91 a 180 dias e 16% nem se recordam mais há quanto tempo.

Além de pagar dívidas, poupar é outra meta importante dos brasileiros: 8% dos entrevistados pretendem poupar parte do 13º salário. Destes, 36% têm a intenção de economizar entre R$ 101,00 e R$ 300,00; 17% entre R$ 501,00 e R$ 1.000,00; 19% até R$ 100,00 e 10% acima de R$ 1.000,00. As duas grandes preocupações que justificam esta vontade de guardar dinheiro são o crescimento da inflação e do desemprego, apontadas por 89%.

Um Natal mais comedido

Embora as lembrancinhas sejam a alternativa mais viável para presentear amigos e familiares, alguns pretendem investir um pouco mais. Dos 15% de participantes que usarão o 13º salário para comprar presentes em 2015, 59% gastarão entre R$ 100,00 e R$ 300,00 para agradar família e amigos; 20% de R$ 301,00 a R$ 500,00; 20% menos de R$ 100,00; 7% de R$ 701,00 a R$ 1.000,00 e 5% acima de R$ 1.000,00.

O estudo detectou também que os principais contemplados com as compras de Natal serão familiares (34%); namorados/noivos ou cônjuges (29%); amigos (5%) e os demais 7% comprarão itens para si mesmos. Os presentes programados são roupas e sapatos por 50% dos entrevistados; brinquedos por 24%; produtos eletrônicos por 19% (dos quais 10% serão dispositivos móveis); produtos de linha branca por3%. Além disso, 1% dos entrevistados pretende investir na compra ou troca de um automóvel e 5% em outros ítens.

Os resultados mostraram ainda que as lojas físicas são a preferência da maioria (72%) para a realização das compras (sendo que 32% optarão pelo comércio popular); 23% em e-commerce, 1% em outros países e 1% em outros locais. Em relação à forma de pagamento dos presentes, 77% pretende pagar à vista, sendo 45% em dinheiro e 32% com cartão de débito, procurando evitar endividamento. Para os demais, as compras só são viáveis com pagamento à prazo: 17% com cartão de crédito (sendo 13% optando por parcelar a compra); e 5% com cartão de lojas de departamento.

 

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