Vendas de livros caem em novembro

Mesmo com bons resultados na Black Friday, período foi de queda, aponta pesquisa

Em novembro, a venda de livros apresentou queda tanto nas vendas em volume (-2,3%) quando em faturamento (-1,2%) comparado aos resultados do mesmo período no ano de 2014. Esses são alguns dos dados contidos no 10º Painel das Vendas de Livros do Brasil, apresentados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen.  Os números têm como base o resultado de Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados.

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Quadro de aumento de preço médio se mantém, com variação de 1,1%. Já o desconto médio ofertado no período (23,34%), pela primeira vez em 2015 é maior que no ano anterior (22,27%), impacto das ações da Black Friday.

Vale observar que novembro de 214 teve o impacto dos números do título ?Nada a Perder 3? com importância de 8,95% nas vendas em volume e 8,53% em faturamento. Esse fenômeno e a ausência de evento parecido no mesmo período em 2015 se refletem diretamente nas variações entre os períodos. Fazendo uma simulação de como seriam os resultados dos períodos sem o título do Bispo Edir Macedo, o cenário seria de crescimento de 7,32% em volume e 8,04% em valor.

No acumulado de 2015 até o momento (de 29/12/14 a 29/11/15) a Nielsen observou um crescimento de 3,91% em volume e 4,48% em faturamento, comparando com o recorte do mesmo período em 2014, números menores que os apresentados no acumulado do período anterior (4,57% em volume e 5,01% em faturamento). Na projeção das vendas das editoras, a variação de faturamento é de queda de 0,37%.

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?Está claro que venderemos mais volume em 2015, comemoração que outras indústrias não poderão fazer. Ainda que diluído pela inflação galopante, o faturamento de 2015 também deve ser respeitado. 2016 pede atenção, se o desconto agressivo deixa de ser argumento de venda, o conteúdo e a eficiência produtiva serão ingredientes determinantes. Para o novo ano também ficam duas perguntas: As editoras repassarão a inflação? O que aconteceria no consumo do livro com esse repasse considerando que muitas categorias são elásticas??, comentou em nota Ismael Borges, executivo responsável da NielsenBookscan para o Brasil.

 

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