Só os sonhos podem mudar sua vida financeira em 2016

Qual é a sua maior vontade: viajar ou quitar as dívidas? Cuidado com a resposta, ela pode te levar pelo caminho mais ?doloroso? 

Por: - 4 anos atrás

 
Quer realmente mudar a forma com que trata o dinheiro em 2016? Então, a principal recomendação que posso te dar é parar de ter como prioridade palavras como economizar, pagar as dívidas, parcelar e por aí vai. Estabeleça como prioridade em relação ao dinheiro a realização dos sonhos.

Pode estranhar em um primeiro momento, contudo, vejo as pessoas falando de dinheiro como um fim e elas se esquecem do primordial: dinheiro é um meio para a realização de sonhos e propósitos de vidas. Assim, só sabendo priorizar é o que realmente poderá fazer uma mudança em relação a forma com que trata o dinheiro e de como consome. 

Muitos dirão: como pensar em propósito, pois passamos por um momento de crise e temos primeiro que pensar em sobreviver. As pessoas vão falar que não é possível fazer isso em um momento de crise. Neste ponto gostaria de reforçar que é necessário retirar ?muletas? desnecessárias de nossas vidas, que nos impede de realmente prosperar. 

Sempre reforço que dinheiro não deve ter apenas a finalidade de sobrevivência, mas sim do primordial, realizar sonhos materiais. Assim, antes de mais nada, para 2016 e para enfrentar a crise, pare e pense: quais são os seus propósitos ou sonhos a serem realizados com o dinheiro que irá poupar?

Ao definir estes objetivos, o próximo passo é planejar a realização desse sonho e, para tanto, chega a hora de cortes. Lembre-se que a crise deverá ser um fiel da balança neste momento, pois, com ela, os cuidados deverão ser ainda redobrados e a busca por readaptação do consumo muito maior. 

Ocorre que passamos, até dois anos atrás, por momentos de euforias, onde boa parte das pessoas acreditavam que poderiam consumir o que quisessem, ledo engano.

Isso foi culpa de vários fatores, como o de muita publicidade que propagava uma nova classe média, que poderia realizar todos os sonhos. Contudo, o maior dos erros foi a falta de preocupação com a educação financeira dessa parcela da população.

Hoje, com a recessão, muitos pagam o preço dessa despreocupação, por parte das pessoas e dos governantes. Contudo, não há motivo para desespero, muito pelo contrário, acredito que a crise possa ter vindo para passar uma lição positiva para as pessoas. Mostrar que elas podem tomar o controle de suas vidas financeiras, reajustar os gastos, pagar as dívidas (caso as tenha) e, principalmente, se planejar para realizar seus sonhos e propósitos, respeitando o tempo que é necessário para isso e não mais agindo por impulso.

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Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da Abefin e do Grupo DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira e do Mesada não é só dinheiro.