Intenção de compra sofre maior queda desde 2004

Previsão de vendas no varejo para os próximos meses é negativa, indica IBEVAR

O índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens duráveis no período de janeiro a março de 2016 é 41,2%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (IBEVAR) em parceria com o PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração). O resultado representa uma queda de 8,4% em comparação ao mesmo período de 2015 ? o mais baixo registrado nos últimos 12 anos.

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Houve ainda retração na intenção de compra dos e-consumidores: ficou 83,2% agora, sendo que no primeiro trimestre estava em 94,7% (redução de 11,5%). A previsão é que vendas do varejo para os esses três primeiros meses de 2016 recuem pelo menos 1,5%.

?Os números eram previstos por causa do cenário econômico atual com altas taxas de juros, inflação alta e aumento do desemprego. Reflete um momento de insegurança?, avaliou em nota o presidente do IBEVAR, Prof. Claudio Felisoni de Angelo.

A redução também foi comprovada em relação ao valor médio das expectativas de gastos com bens duráveis, sendo o valor atual 33% mais baixo que o do ano passado e o menor valor computado desde 2010. Passou de R$ 2.751 no último trimestre de 2015 para R$ 1.840.

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Linha branca passa a liderar
Entre os principais itens de intenção de compra estão respectivamente: linha branca (8,6%), móveis (7%) e viagens e turismo (7%). No mesmo período em 2015, a categoria móveis liderava esse ranking com 8,8%, a linha branca ficava em segundo lugar com 8,6%.

Menor poder aquisitivo
Como previsto diante da instabilidade da economia brasileira, houve redução de 8,3% no poder aquisitivo dos consumidores no último trimestre do ano passado em relação a 2014, isto é, a renda média passou de de R$ 2.399,03 para R$ 2.200,78.

Mais pessoas estão economizando
Foi constatado também um maior número de pessoas poupando, do último trimestre de 2015 para o primeiro de 2016, passou de 17,2% para 26,2%. Por outro lado, o valor que foi economizado é 17% menor que o do ano passado. Para Felisoni, esses dados confirmam o receio do consumidor diante das taxas de desemprego que estão em ascensão. ?Com medo, as pessoas estão procurando se precaver em razão da perda de poder aquisitivo e as ameaças de desemprego?, informa.

Houve ainda uma redução do percentual comprometido com crediário: de 21,4% no mesmo período de 2015 para 18,8% em 2016. Para o diretor vogal do IBEVAR, e um dos responsáveis pelo estudo, Prof. Nuno Fouto, ?a redução no comprometimento de renda e a diminuição do percentual da renda comprometida com operações de crédito também refletem a preocupação das famílias com a situação geral da economia?.

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