Materiais de construção fecham 2015 em queda

Recuo do setor é o primeiro registrado nos últimos 12 anos, indica Anamaco

Em dezembro, as vendas no varejo de material de construção em dezembro encerraram 2015 com queda de 5,8% em relação ao mesmo mês de 2014, faturando R$ 56,5 bilhões no ano. Esta é a primeira retração registrada pelo segmento nos últimos 12 anos.

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Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp. O levantamento ouviu 530 lojistas, das cinco regiões do país, entre os dias 23 e 29 de dezembro. A margem de erro é de 4,3%.

De acordo com a pesquisa, o desempenho no mês de dezembro ficou 7% abaixo do registrado pelo setor no mesmo período de 2014. ?Nós já esperávamos encerrar o ano com queda nas vendas, mas vínhamos batendo recordes consecutivos de faturamento desde a última retração do setor, registrada em 2003. E, mesmo em 2003, vínhamos de um recorde histórico desde 1994. Já passamos por isso antes e sabemos como o nosso mercado se comporta. O consumidor pode até adiar obras em função da crise econômica, mas ele não poderá adiar essa necessidade por muito tempo?, explicou em nota Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

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Membro do Conselho Curador do FGTS, do Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (FDS) e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Conz acredita que 2016 será um ano de recuperação para o segmento. ?Teremos um primeiro trimestre difícil, o que é uma característica do nosso mercado. Com o recesso de fim de ano e as férias escolares, as pessoas deixam para iniciar as reformas depois do carnaval, afinal criança em casa não combina com obra, além de ser um período de bastante chuvas. Porém, a partir de abril e maio, a nossa previsão é que o setor volte a crescer e, se tudo sair como esperamos, fecharemos 2016 com um crescimento de 6% sobre 2015?, completou.

O levantamento também indicou que aumentou em dezembro o pessimismo do setor com relação às ações do Governo (de 53% para 56%). Para janeiro, no entanto, aumenta a intenção de contratação de funcionários em três regiões (Sul, Sudeste e Norte) e diminui, nas mesmas regiões, a pretensão de novos investimentos nos próximos 12 meses. ?No entanto, sob todos os aspectos avaliados, esses índices são inferiores ao mesmo período de 2014. Para janeiro, as expectativas são de resultados tímidos, mas como eu já disse, depois do primeiro trimestre, passaremos a ver resultados positivos em 2016?, finaliza Conz.

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