Adoção x o poder da escolha

Quando a gestação acontece, você não sabe como a criança virá. Por que, então, até a cor dos olhos você quer escolher?

Shutterstock

Com o objetivo de promover e incentivar a adoção de crianças com mais de sete anos, o Sport Club do Recife lança a campanha ?Adote um Pequeno Torcedor?. A ideia é encontrar um lar para quem vive em abrigos há tempos.

Criada pela Ogilvy Brasil, em parceria com a Segunda Vara de Infância e Juventude do Recife e com o Ministério Público de Pernambuco, a iniciativa envolveu 43 crianças acima de sete anos de idade vindas de diversos abrigos de toda a capital pernambucana.

Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, 78% dos meninos e meninas de orfanatos já passaram desta idade e 94% dos interessados em adotar buscam por crianças menores. Como essa conta parece não fechar, ações como esta são fundamentais para que os futuros pais e mães tenham contato com essas crianças.

O minidocumentário ?Depois dos Sete ? Uma reflexão sobre a adoção tardia? esclarece possíveis dúvidas sobre a adoção tardia e visa incentivá-la.

Confira o vídeo abaixo.

No site oficial é possível saber mais sobre o perfil das crianças, com informações fornecidas pela Segunda Vara. ?Trata-se de alguém com uma história de sofrimento, mas por trás também existe uma história de coragem, de força, luta pela sobrevivência e um desejo imenso de que tudo dê certo na vida?, declarou o Juiz Dr. Elio Braz, que apoia a ação.

O que é adotar?

Juridicamente a adoção é um processo legal e irreversível, que transfere o poder familiar dos pais biológicos para uma família substituta, que não tem laços sanguíneos com o menino ou a menina adotados. Uma opção judicial que visa, em primeiro lugar, garantir o bem-estar da criança e seu direito fundamental ao convívio familiar.

Quem pode?

Qualquer homem ou mulher maior de 18 anos e com uma situação socioeconômica estável, ou seja, capaz de se manter financeiramente e manter uma família. A pessoa precisa ser pelo menos 16 anos mais velha do que quem será adotado. Não é preciso ser casado. Viúvos, divorciados e solteiros podem adotar sem problemas.

Posso dizer como quero que a criança seja?

Sim, essa é uma das partes das entrevistas com os profissionais da vara de infância. Eles perguntam quais são as suas preferências em relação à criança: faixa etária, etnia, sexo, se pode ser uma criança exposta, se você aceita adotar irmãos, se ela pode ter alguma deficiência ou doença crônica, se você aceita alguém que seja filha de dependentes de drogas, portadora de vírus HIV etc.

*Com informações dos portais Hypeness e M de Mulher.

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

Vídeos

VEJA MAIS

Revista Consumidor Moderno

VEJA MAIS