Intenção de consumo em SP é a menor desde 2010

Segundo a FecomerciosP, a queda em janeiro é de quase 37%. Entenda

A intenção de compra em São Paulo começa o ano com queda de 36,9% em relação ao mesmo mês de 2015, segundo divulgado hoje (28) pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Com isso, o índice registrou 68,5 pontos em janeiro – esta é a menor pontuação para o período desde 2010, quando a série histórica foi iniciada. O índice é apurado mensalmente e varia de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100 pontos representa satisfação em relação às condições de consumo.

Na comparação com dezembro, porém, a intenção apresentou alta de 3,8%. E todos os itens que compõem o indicador registraram alta nessa comparação – o que, na avaliação da Federação, não indica reversão da tendência de queda.

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“Diante do cenário econômico ainda turbulento com pressões negativas na renda e no emprego (e após uma longa sequência de quedas), é natural que haja um ajuste de confiança. Além disso, esse é o 15º mês consecutivo em que todos os itens do ICF apresentaram pontuação inferior em relação ao mesmo mês do ano anterior e o sexto mês consecutivo que todos permaneceram abaixo dos 100 pontos”, afirmou a federação em nota.

Os componentes que apresentaram as maiores altas, na comparação com dezembro, foram: Perspectivas de consumo, que subiu 7,3% neste primeiro mês do ano; e Nível de consumo atual, que, apesar do patamar ainda baixo (42,8 pontos), registrou alta de 5,9%.

O item Momento para Duráveis registrou a pontuação mais baixa com 41,7 pontos – ou seja, 77% das famílias paulistanas consideram um mau momento para comprar bens como fogão, geladeira etc.

Mais uma vez, os itens relacionados a emprego registraram os melhores níveis de pontuação do ICF em janeiro. O item Perspectiva profissional subiu 5,3% na comparação com dezembro e atingiu 98,2 pontos; e o quesito Emprego atual apresentou alta de 3,3% na comparação mensal e registrou 93,1 pontos. O item Acesso ao crédito ficou estável nos 71,2 pontos, resultado de juros mais altos e dificuldade na obtenção de crédito no mercado.

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