3 Oportunidades do mercado de beleza

Idealizador da Kerastase aponta nichos que o empreendedor brasileiro deve ficar de olho no setor

Em palestra durante a Feira do Empreendedor 2016, Richard Klevenhusen, diretor do Instituto L’Oréal Professionnel, defendeu que apesar da crise, o mercado de beleza brasileiro é o terceiro maior do mundo, atrás dos Estados Unidos e do Japão.

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?Em algumas categorias de tratamento capilar nos somos o maior mercado mundial. O Brasil é muito grande, e mesmo com toda essa crise que estamos passando, a gente continua crescendo?, contou Klevenhusen. E anunciou: ?Provavelmente vamos inaugurar este ano uma nova sede no Rio de Janeiro, na região de Porto Maravilha para desenvolver produtos cosméticos em solo brasileiro.?

Segundo o executivo, o Brasil é o único país da América Latina que vai ter um centro de pesquisa deste porte. ?Isso só existe hoje nos Estados Unidos, França e no Japão. Não é projeto, está sendo construído já?, completou.

Para os empreendedores que buscam mercados seguros em meio à crise, Klevenhusen indicou três oportunidades no mercado de beleza.

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1. Mundo digital: Hoje o digital faz parte do nosso dia a dia e dificilmente uma pessoa não tem um celular conectado à internet e acesso ao Whatsapp, Facebook e Instagram. É preciso incorporar o mundo digital à empresa para conseguir alcançar o consumidor. A informação sobre o salão mais conveniente e próximo de casa está no Google, consultado 4,5 bilhões de vezes por ano através do celular, tablet ou desktop. A nova geração está trocando a novela pelo YouTube e há mais de 160 milhões de pessoas que curtem página de beleza, produtos de maquiagem, salão de beleza e blogueiras de moda. É preciso estar presente em todas essas plataformas para ter relevância no Google, e manter atenção especial ao WhatsApp. ?A geração da minha filha não está mais nem no Facebook porque os pais estão lá. Tudo muda muito rápido, e a gente tem que incorporar isso não só na nossa vida pessoal mas principalmente na empresa?, destacou Klevenhusen.

2. Revenda: Culturalmente a consumidora brasileira compra xampu, condicionador e alguns produtos de beleza no supermercado, enquanto em mercados mais maduros os salões de beleza conquistam até 70% do faturamento com a revenda desses produtos. A consumidora norte-americana, por exemplo, tem por hábito comprar o produto no salão de beleza pela garantia de qualidade e da indicação específica do produto que ela realmente precisa vinda de um profissional qualificado. O Brasil é o único país do mundo que tem os 8 tipos de cabelo: da fibra reta até a mais cacheada; um mercado muito peculiar, portanto carece de produtos específicos. Não se compra mais produto capilar só por causa do ?cheirinho?.

 3. Educação: Estar atualizado quando aos milhares de lançamentos da indústria de cosméticos é obrigação do profissional de beleza, e por lidar diretamente com produtos químicos, a tendência é que as funções de cabeleireiros, pedicures, manicures, maquiadores e depiladores sejam cada vez mais regulamentadas. Os contratos de parceria entre salões de beleza e profissionais de beleza também estão prestes a serem regulamentados. Se a proposta do PLC 133/2015, projeto de lei que já foi aprovado na Câmara dos Deputados, for aprovada no Senado Federal, o trabalhador será incentivado a produzir mais e a ganhar mais, pois receberá de acordo com seu volume de trabalho.

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