Perdas com Páscoa devem ultrapassar 5%

Especialista garante que varejistas não devem ficar com o prejuízo. Entenda

As vendas de Páscoa devem em 2016, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para este ano, a projeção aponta uma queda de 3,4% em relação a 2015, quando houve uma retração de 1,0% em relação a 2014. A pesquisa também mostra que esta deverá ser a Páscoa mais cara dos últimos 13 anos.

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Por outro lado, embora a tendência em momentos de crise, como o que o Brasil passa na atualidade, seja achar que haverá uma queda na procura por produtos premium devido ao preço elevado, o movimento é justamente o oposto a isso. Um dos destaques do comportamento do consumidor quando se fala da Páscoa é a gourmetização e a solução dos produtos considerados premium.

?Se de um lado, as grandes marcas vem sofrendo estabilização e redução nas vendas, o mercado premium e de ovos gourmet vêm apresentando um acréscimo ano após ano. Além disso, vale ressaltar que, hoje, o segmento premium é de indulgência e também de autoindulgência?, explica a coordenadora acadêmica da Academia de Varejo, Patricia Cotti.

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Outro levantamento, feito pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), revela que os preços dos ovos de chocolate devem ter reajustes em torno de 15%. De acordo com Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da APAS, os custos de produção dos chocolates e ovos de Páscoa foram impactados por diversos fatores, entre eles: a variação do dólar, o aumento no preço do açúcar ao longo dos últimos meses, a alta do custo de mão de obra e o aumento no preço da energia elétrica e dos combustíveis.

Patricia comenta que as perdas, cuja média do mercado gira em torno de 5% (para as perdas de ovos de Páscoa), deverá ser maior em 2016.Entre os principais fatores para o aumento estão o desemprego, furtos e ovos mais caros. Contudo, ela defende que as varejistas não deverão ficar com as maiores despesas. ?Geralmente, esses ovos são devolvidos aos fabricantes, o prejuízo não fica com os varejistas. Os fabricantes os pegam de volta e são obrigados a dar fim, eles não podem reaproveitá-los?, destacou a especialista.

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